ANO
10 |
EDIÇÃO
3143
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Posso até ser repetitivo.
Mas, para mim este março é muito diferente: como escrevi na última edição (29, segunda-feira): “este
é um março muito destoante de todos que já vivi em mais de meio século. Desde
1961, março me obsequiava alunas e alunos. Este ano está sendo muito diferente. Não terei o inebriante cotidiano de ser professor em uma
sala de aula.” Agora, de vez em vez, minha imaginação adentra em uma sala de aula. Vejo-me
diante de alunas e alunos falando acerca da Ciência. É difícil, em certos
momentos cair na real.
Devo reconhecer que
tenho sido queridamente afagado e até, não raro, desagravado. A blogada em que
narrei a minha leitura da defenestração teve na segunda-feira 447 acessos; na
terça, 376 e ontem, 387 (mais de 1,2 visualizações em três dias. A média de
acessos diários é, de maneira usual, em torno de 200. Devo dizer, que por ser
assunto mais pessoal, não fiz alerta no Facebook, como às vezes realizo quando
o assunto merece.
Mas, o que mais me
empolga, não é a visitação significativa da página. Ao lado de visitas pessoais
a minha casa, da movimentação de alunos da Universidade do Adulto Maior para
reverter a situação e dos telefonemas são os comentários apensados ao blogue
aqueles que mais me comovem. Há mais de trinta de mais diferentes matizes.
Quanto à extensão, há quem fez seu desagravo em cerca de meio milhar de
palavras, como meu amigo e colega de Recife Paulo César Pontes ou quem o fez em
duas palavras: “indignados, Mestre” como o baiano Jorge Hamilton Sena Dias, da
Universidade Estadual de Santa Cruz. Há aqueles que analisaram as relações do
capital e do trabalho e continuada crise que vive a Educação ou ainda a
situação mundial.
O Guto soube trazer uma
excelente história futebolística onde (quase) se trocou Pelé por um perna de pau. Tive surpresas ao ver
colega do mestrado de onde fui expurgado manifestar sua indignação. É comovente
ver quantos ajudam embalar sonhos, dizendo que logo terei sala de aula de novos
e também aqueles que me recordam que ora de curtir a nova realidade e
redirecionar olhares.
Não posso comentar a
todos, mas sou imensamente grato a cada uma e cada um que faz parceria com meus
sonhos de fazer Educação. Houve mais de uma pessoa que escreveu que não conteve
lágrimas ante a situação. Eu também fiz lágrimas ao ler algumas mensagens, como
quando um mestrando escreveu: “pode
acreditar que me ajudou a ver o mundo de outra forma”. Marcelo! Tomara que possamos continuar fazendo isso.
Querido Attico,
ResponderExcluirNão há o que agradecer. Você é nossa epítome em educação científica. Nós é que sempre deveremos agradecer-lhe!
Abraços afetuosos,
Mestre,
ResponderExcluirTem gente que tem ouro nas mãos, mas prefere o conteúdo do cólon sigmóide em seu convívio...fazer o quê? Ser referência em Alfabetização Científica não é pra poucos. Ter a capacidade de se reinventar é pra quase ninguém. Eles passarão, nós passarinho, diria o poetinha do Majestic.