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quarta-feira, 5 de outubro de 2016

05.- Em Araquari não por maracujá nem por BMWs.


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Nesta quarta feira irei pela primeira vez a Araquari, em Santa Catarina. Como há duas semanas (quando fui à Blumenau) vou a Navegantes e então me desloco à cidade que teve definida sua criação por ato da assembleia da Província de Santa Catarina, em 1851: Art. 1º - O território compreendido entre os rios Cubatão e Itapocu, no Município de São Francisco, fica desmembrado da Paróquia de Nossa Senhora da Graça para formar uma nova freguesia, com a invocação do Senhor Bom Jesus do Paraty, precedendo as licenças do ordinário na forma da Constituição do Bispado. Chama atenção a vinculação Civil a preceitos da Igreja Católica Romana. Quase 100 anos depois (1943) a Assembleia Legislativa constitui a freguesia de Bom jesus de Parati no município de Araquari [Em Minas Gerais existe o município de Araguari].
Adicionar legenda
O município no litoral catarinense tem cerca de 25 mil habitante é conhecido como a capital do Maracujá. Mais recentemente há outro destaque.
A Bayerische Motoren Werke AG (BMW), fabricante alemã de automóveis de luxo e motocicletas, construiu uma fábrica de automóveis na cidade. A BMW fabrica automóveis e motocicletas em 29 cidades distribuídas em 14 países e a unidade fabril catarinense é a 30ª do grupo em 14 países e a primeira na América do Sul. A fábrica catarinense completou na última sexta-feira (30 de setembro) dois anos operação em território brasileiro. Neste período, as linhas de produção da fábrica produziram aproximadamente 24 mil veículos das marcas BMW e MINI, destinadas tanto ao mercado nacional quanto à exportação.
Mas não viajo a praiana cidade nem por maracujás e nem por BMWs. Vou campus de Araquari do IF Catarinense para participar da I Semana de Ensino, Pesquisa e Extensão. À tarde ministro o minicurso: “De saberes primevos a saberes escolares, com a mediação de saberes acadêmicos”. À noite profiro duas palestras: 19h às 20h30min: “O que é ciência, afinal?” e 21h às 22h30min: “Das disciplinas à indisciplina”. Na manhã de quinta retorno a Porto Alegre.

terça-feira, 4 de outubro de 2016

04.- A ciência através dos tempos no Augusto Pestana

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Na última edição deste blogue (29OUT2016) noticiava a quebra um jejum: retornava à Ijuí, mais precisamente à Unijui, uma das mais prestigiadas universidades gaúchas. Foi um retorno auspicioso, pois uns e outros aliados no fazer alfabetização científica.
Pela manhã fiz palestra na 2ª MoEduCiTec (MOSTRA INTERATIVA DA PRODUÇÃO ESTUDANTIL EM EDUCAÇÃO CIENTÍFICA E TECNOLÓGICA para centenas de participantes de um universo onde se destacavam estudantes da Educação Básica. À noite falei em outro evento, mais amplo, o "Salão do Conhecimento da UNIJUÍ" onde predominavam professores e acadêmicos de vários cursos. Ainda na parte da tarde de entrevista no programa ‘Radio ideia’ da Unijuí FM.


Dentre as dezenas de trabalhos expostos na 2ª MoEduCiTec um recebe destaque aqui, mesmo que nesta distinção haja razões muito especiais. As alunas Laura Böttcher Lins, Manuela Bussmann Bazan, Barbara Rabelo, Amanda dos Santos Trentin, da 1ª série do Ensino Médio do Colégio Evangélico Augusto Pestana, orientadas pelas Professoras Mariluza da Silva Lucchese e Fátima Noeli de Freitas Kommers apresentaram na mostra ‘A Ciência na Linha do Tempo’ num painel de 12,3 m de extensão, produto de trabalho de três meses de 22 alunos, inicialmente divididos em 11 duplas, cada delas dedicadas um dos capítulos do livro A ciência através dos tempos.
Foi muito significativo receber relatos de vários estudantes sobre o que significou para eles por largo tempo aprofundar cada um dos capítulos do livro.
O primeiro de treze painéis que formavam uma
"A CIÊNCIA NA LINHA DO TEMPO" de mais de 12 metros
“Aprendemos e aprofundamos muito novos conhecimentos com a leitura do livro. Tivemos um melhor entendimento nas disciplinas de Biologia, Química, Física e História e podemos compreender melhor os acontecimentos que ocorreram e ocorrem na Ciência” (Gabriela Budel).
Ver jovens estudantes lendo criticamente como se deu, como se dará a construção do conhecimento estimula a leitura e escrita desta História. Por tal sou grato a professores e alunos do Colégio Evangélico Augusto Pestana de Ijuí.

quinta-feira, 29 de setembro de 2016

29.- Depois de muito tempo, mais uma vez em Ijuí

ANO
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Depois de alguns anos, estou mais uma vez em Ijuí. Cheguei às primeiras horas de hoje, depois de viajar mais de 6 horas de ônibus, quase 500 hm. Houve um tempo que estava fortemente ligado academicamente à Unijuí e isso me trazia aqui com frequência.
Antes de viajar participei de uma banca de qualificação da doutoranda Cristiane Beatriz Dal Bosco Rezzadori da Universidade Estadual de Londrina com a proposta de tese EDUCAÇÃO QUÍMICA PELO OLHAR DE REDE LATOURIANO orientada pelo Prof. Dr. Moisés Alves de Oliveira, que foi meu orientando de doutorado. Foi um excelente aprendizado.
Mesmo tendo espaçado contatos presenciais, Ijuí, e particularmente sua universidade e nesta, mais especificamente, a Editora Unijui estão no meu cotidiano. Ainda hoje, de meus seis livros circulação, três são da Editora Unijuí: Alfabetização científica: Questões e desafios para a Educação, Memórias de um Professor: Hologramas desde um trem misto e Para que(m) é útil o ensino?
Mas, detenho uma histórica com esta editora: Meu primeiro livro solo — A Educação no ensino de Química — foi editado aqui em 1990. Este foi dos primeiros livros de Educação Química publicado no Brasil. Há os que podem referir e aqui me aproprio de uma metáfora de Bruno Latour que me envolveu nos dias próximos por estar envolvidos na banca de qualificação de doutorado antes referida, assim como dizemos que sorvemos um vinho da safra tal, há os que leram chassot 1990. Antecipo que, ainda em outubro, haverá chassot 2016.
Outro livro há muito fora de circulação editado pela Unijui foi o Catalisando transformações na Educação, que teve três edições, sendo a primeira em 1993. Trago as capas dos dois que certamente a alguns trará evocações.

Acerca de minha agenda aqui, transcrevo excertos do convite que recebi, ainda em agosto:
[...] Com grande satisfação, estamos convidando-o a atuar como Palestrante Convidado na 2ª MoEduCiTec (MOSTRA INTERATIVA DA PRODUÇÃO ESTUDANTIL EM EDUCAÇÃO CIENTÍFICA E TECNOLÓGICA - O PROTAGONISMO ESTUDANTIL EM FOCO). [...] A Programação do evento inclui uma Palestra, que será realizada no dia 29 de setembro de 2016, no turno da manhã. E é para proferir essa Palestra que, com grande satisfação, estamos enviando este convite para você.  Na expectativa de podermos contar com o seu aceite ao nosso convite, informamos que ela tratará do tema: "Relações entre Ciência, Tecnologia, Sociedade e Ambiente na Educação". Outrossim, a MoEduCiTec é um evento que está articulado com a Programação de outro evento, mais amplo, o "Salão do Conhecimento da UNIJUÍ" e, por isso, nosso convite, em nome da Reitoria da Unijuí, é, também, para você proferir essa mesma Palestra para outro grupo de participantes, no turno da noite, no Salão do Conhecimento.  Assim, nosso convite é feito na perspectiva de que você venha para atuar em duas sessões, mas fazendo a mesma Palestra, em dois horários, para dois públicos diferentes. No turno da manhã o público é composto por estudantes e professores da educação básica. No turno da noite o público é oriundo do meio acadêmico, todas as áreas, cursos ..... 
Está explicado o que me traz, com muita alegria, à Ijuí.

segunda-feira, 26 de setembro de 2016

26.-Boas e más razões para acreditar


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 3210

Na semana que passou, em dois momentos, citei a excelente carta* que Richard Dawkins (26MAR1941, Nairóbi / Quênia) envia a sua filha Juliete, quando ela faz 11 anos. A primeira citação, em uma das falas na UFSC, Campus Blumenau e a outra em seminário do Mestrado Profissional de Reabilitação e Inclusão do Centro Universitário Metodista do IPA. Provavelmente a citarei, uma vez mais em uma das falas que terei nesta quinta-feira na Unijui.
A carta está no livro O Capelão do Diabo (São Paulo: Companhia das Letras, 2005) e nela o pai mostra à filha, boas e más razões para acreditar, destacando o que se acredita marcado pela Tradição, pela Autoridade e pela Revelação.
O texto se encerra assim: [...] E, da próxima vez que alguém lhe disser que uma coisa é verdade, por que não perguntar: “Que tipo de prova há para isso?”. E, se ela não puder lhe dar uma boa resposta, eu espero que você pense com muito carinho antes de acreditar em qualquer palavra daquilo que foi dito, de seu querido Papai
Lembrei-me de Dawkins ao ouvir procurador pregador-batista a acusar por que ele acha, mas não tem provas. Ele certo nunca leu o renomado darwinista, pois o bom moço do PowerPoint deve ser daqueles que acredita, mesmo não tendo provas, nas digitais do criador presentes no barro que ele usou para moldar Adão.
*Esta carta está disponível em vários sítios na rede. Por exemplo, em: http://www.culturabrasil.pro.br/dawkins_to_juliet.htm.

quarta-feira, 21 de setembro de 2016

21.- Inaugurando a Primavera em Blumenau

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Nesta quinta-feira inauguro a Primavera com atividades no UFSC no campus de Blumenau, em dois eventos distintos. Antes de trazer informações de um e outro de meus fazeres, quero desejar a meus leitores uma florida e agradável primavera. Àquelas e àqueles que me leem e vivem do Hemisfério Norte faço votos de um radioso outono.
 À tarde tenho atividades no Programa de Formação Continuada  - PROFOR onde no curso "MOVIMENTOS CURRICULARES PARA A FORMAÇÃO DOCENTE: (DES)CONTINUIDADES" desenvolverei o tema  -  História e filosofia da ciência catalisando ações indisciplinares, por convite da Profa. Dra. Zenira Maria Malacarne Signori
À noite estarei ministrando um seminário no III Semana Acadêmica das Licenciaturas da UFSC Blumenau, convidado da Profa. Dra. Ana Carolina Araujo da Silva.
Nesta segunda-feira ocorre o lançamento do Paedagogica Farmacopoeia de meu colega e amigo Guy Barros Barcellos. Impossibilitado de estar no evento, já me comprometi com o Guy — e ratifico publicamente aqui — trazer brevemente uma resenha. Pelo anúncio ao lado é possível prever desafios que o livro há de trazer à Educação, em tempos que se busca uma Escola sem mordaças.