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segunda-feira, 3 de junho de 2013

03.- ENCONTRO COM O CASTELO

ANO
7
www.professorchassot.pro.br com uma livraria virtual
EDIÇÃO
2481

É uma semana muito significativa: inauguramos a semana do meio ambiente no sempre festivo mês de junho. Isto dá azo para uma blogada especial.
Trago uma breve notícia sobre o doce avonar marcado pela viagem com duas de nossas netas: a Maria Clara e a Carolina, com seus pais Clarissa e Carlos. Trago algo de nossa busca a um Castelo no Pampa, como anunciei aqui na edição anterior. A nódoa em minha formação gaúcha não conhecer o castelo de Pedras Altas está apagada.
Na quinta-feira fizemos cerca de 400 km de Porto Alegre a Jaguarão, cidade lindeira com a uruguaia Rio Branco, paraíso de vários free-shops. Lá estivemos no anoitecer de de quinta-feira e na manhã de sexta-feira. Soubemos não ser consumista.
Valeu mais fruir a acolhedora pousada, isolada no pampa, onde até a ordenha de leite foi atração.
Ainda na sexta-feira, percorremos 100 km até Herval, cidade que — como as duas anteriores — não conhecíamos. Então percorremos 50 km, em estrada de chão— quando erámos os únicos usuários nos dois sentidos, fomos surpreendidos por uma barreira com dois imensos tanques bélico e pelo menos uma dúzia de militares do exército com ameaçadoras metralhadoras —. Vencidos o trecho em região onde afloram rochas, se localiza a cidadezinha de Pedras Altas e nela Castelo que destaquei na edição da última quinta-feira. 
Mesmo que só pudéssemos visita-lo externamente, valeu encantar-nos com sua imponência. 
As fotos dizem um pouco do que vivemos.
Já na entrada do castelo, o visitante depara com a inscrição traduz a proposta de vida do monumento arquitetônico:
Bem-vindo à mansão que encerra
Dura lida e doce calma:
O arado que educa a terra;
O livro que amanha a alma.
Depois de curtirmos histórias, fomos à Pinheiro Machado que também não conhecíamos e chegamos depois de percorrer mais 35 km ainda por estrada de chão. Desta cidade vencidos mais 120 km chegávamos ao Balneário Laranjal em Pelotas, à noite.
A atração na manhã de sábado foi a 21ª Festa Nacional do Doce que encantou a Maria Clara e a Carolina. Os doces pelotenses são considerados, já há muito patrimônio cultural do Rio Grande do Sul, por decisão da Assembleia Legislativa.
À tarde os 260 km que separam a Princesa do Sul de Porto Alegre, foram vencidos, como sempre com galhardia, pelo Carlos com paradas em Turuçu, capital nacional da pimenta, onde aprendemos acerca desse milenar condimento e São Lourenço do Sul.
No retorno nos encantou sobremaneira os relatos escritos no tablet que Maria Clara, com seus sete anos. Há duas amostras. Em uma fala da chegada ao castelo e em outro de proezas de seu pai nas areias às margens da Lagoa dos Patos.

Já era mais de 20 horas quando a Gelsa e eu despedimos do quarteto querido, felizes por cerca de gostosas trinta e seis horas muito felizes juntos.

quinta-feira, 30 de maio de 2013

30.- EM BUSCA DE UM CASTELO

ANO
7
ERECHIM – RS
EDIÇÃO
2480

A postagem desta blogada — em um dia santo (¿ou feriado?) resquício de uma hegemonia da Igreja católica que se esboroa — ocorre desde Erechim. Cidade que merece o título que ostenta: “Capital da amizade”.
Cheguei aqui na madrugada de ontem, retorno a Porto Alegre, à 01h desta quinta-feira. À tarde participei na URI, no Programa de Pós Graduação em Ecologia da banca de defesa da dissertação Saberes locais acerca de espécies vegetais praticado por agricultores familiares ecológicos na região do Alto Uruguai” da agora mestre Camila Raquel Dipp. As interlocuções com meus colegas da URI-Erechim: Sônia Beatris Balvedi Zarzevski (Orientadora), Jean Carlos Budke (Co-orientador) e Alice Tereza Valduga foram frutuosas.
 À noite o departamento de Ciências Biológicas e do Coletivo Educador do Alto Uruguai Gaúcho promoveram a palestra “Indisciplinaridade: para além da transdisciplinaridade”. O público foi estimado em cerca de 200 participantes. A fala foi seguida de sessão de autógrafos. www.uricer.edu.br/new/site/inicio
Mas esta blogada tem outro eixo. Ao chegar, ainda escuro em casa, depois do dia em Erechim, há outra partida. Na agenda ela classifica-se como ‘turismo familiar’. Promete-se algo emocionante. A Gelsa e eu vamos avonar com duas de nossas netas: a Maria Clara e a Carolina, com seus pais Clarissa e Carlos, vão conosco em busca de um castelo, há muito no meu imaginário. Quando, há uns anos, em fevereiro de férias, li a excelente trilogia de Luiz Antonio de Assis Brasil, Um Castelo no Pampa dizia-me ser uma lacuna na minha formação gaúcha não conhecer o castelo de Pedras Altas. Hoje, catalisado pelo espírito estradeiro de minha filha e de meu genro, um sonho deve se transmutar em realidade.
Na trilogia ficcional (descrita com detalhes em www.lerdemais.com/2011/09/um-castelo-no-pampa.html), a abertura é o livro Perversas Famílias com a visão magnífica de um castelo em estilo medieval com suas torres, construído em pleno pampa gaúcho, com banheiros ornados de tritões, biblioteca com gravuras de filigranas a ouro. 
No segundo volume da série: Pedra da Memória vive-se alternâncias entre uma muito arraigada cultura nacional e o sempre presente estereótipo da corte europeia,
A clausura ocorre com o terceiro volume: Senhores do Século, quando ao lado de personagens que não perdem o brilho ao longo de toda a saga, que surge a figura de uma mulher ímpar que constrói seu destino com uma obstinação arrasadora.
Saborosa ficção de Luís Antonio Assis Brasil se tece com a realidade do lendário castelo de Pedras Altas que pode ser conhecido com mais detalhes em assisbrasil.org/ castelo.html de onde trago breves excertos:
O castelo de Pedras Altas se impõe nas desoladas planícies do sul do estado do Rio Grande do Sul como testemunha da história e patrimônio dos gaúchos. Nascido em São Gabriel, Joaquim Francisco de Assis Brasil - diplomata, político, revolucionário, agropecuarista e escritor - escolheu a sede do castelo em 1904. Situada a 30 quilômetros de Pinheiro Machado, Pedras Altas tem clima seco (altitude de 370 metros), pastagens abundantes e fontes de água. A pedra angular da fortaleza, de 44 cômodos, foi lançada em maio de 1909. Depois de ter atuado nas embaixadas de Washington e Portugal e discursado em parlamentos, Assis Brasil queria morar no campo. Também desejava oferecer conforto à segunda mulher, Lídia Pereira Felício de São Mamede, filha de José Pereira Felício, o segundo conde de São Mamede. Os dois se casaram em Lisboa, em 1898.
Assis Brasil ergueu a fortaleza com traços medievais numa das paisagens mais isoladas do Rio Grande do Sul para mostrar que era possível desfrutar a natureza sem ficar embrutecido. A ideia não era ostentar, mas enobrecer o campo. O diplomata, que privou com reis e chefes de Estado, achava que o arado e o livro eram as ferramentas do progresso. Em 1999 governo tentou tombar o castelo de Pedras Altas como monumento histórico, mas a família de Assis Brasil recusou, preferindo manter o castelo com a família.
Pedras Altas impulsionou a atrasada pecuária gaúcha. Assis Brasil importou vacas jersey da Inglaterra, robustos touros devon, cavalos árabes e ovelhas karakul e ideal. Só criava animais de raça, como galinhas white wyandotte trazidas dos Estados Unidos. Ele também introduziu novas espécies de árvores, como o eucalipto, construiu estrebarias, galpões e porteiras que ainda funcionam. Ainda inventou utensílios, como a bomba de chimarrão de mil furos que jamais entope e leva o seu nome.
Estar em Pedras Altas é uma das metas deste dia de Corpus Christi. Esta quinta-feira deverá terminar Jaguarão(Brasil)/Rio Branco(Uruguai). 

segunda-feira, 27 de maio de 2013

23.- DAS ALEGRIAS DE SER PROFESSOR.


ANO
7
www.professorchassot.pro.br Uma edição extra
EDIÇÃO
2479

Quando, há duas semanas, anunciava aqui a alteração da frequência deste blogue de diário para semanal, não se excluía possibilidade de edições extras. Hoje se tece a primeira.
Há uma semana — como contei na edição anterior — vivi uma experiência saborosa: a convite do professor Guy B. Barcellos fui, mais uma vez, ao Instituto Estadual de Educação Paulo da Gama. Desta vez para conversar sobre Ciências para quatro turmas de 7º e 8º anos do ensino fundamental (a maioria já nascidos no século 21). Algo significativo: as mesmas discussões que faço com pesquisadores e professores trouxe para eles.
Neste sábado recebi um retorno de minha passagem pelo Paulo da Gama. Um excerto do que escreveu, em uma avaliação, o Sérgio, um menino de 11 anos, receptor de bolsa-família e afro-descendente. Sua afirmação traduz o que escrevi na quinta-feira aqui: Valeu ver os olhinhos de gurias e guris encantados querendo saber mais
As duas fotos evocam um pouco da palestra.
Votos de uma frutuosa segunda-feira a cada uma e cada um. A minha se concluirá com uma atividade muito especial. Estarei numa Skype-aula com alunos da Licenciatura em Química da USP de Ribeirão Preto. Estabelecerei um dialogo de aprendentes com alunas e alunos da Professora Joana Andrade.

quinta-feira, 23 de maio de 2013

23.- ACERCA DE UMA REVISITAÇÃO E OUTROS FAZERES.


ANO
7
Uma nova fase: Agora, SEMANÁRIO.
EDIÇÃO
2478
Chegamos à quinta-feira dia, estabelecido como aquele da edição hebdomadária deste blogue. Ele, depois de 6,8 anos de edições diárias, no último dia 13, se fez semanal.
Há muitas adaptações. Por exemplo: o diário de bordo como fica? E as dicas sabáticas de leituras? E as edições associadas acerca de um tema?
Há vazios: não existe mais a curtição de ver, a cada dia, uma nova produção elogiada ou criticada. Essa talvez seja a perda maior. Mas, também, não existe mais aquele (quase) tormento herdado de minha mãe: Não sei o que vou cozinhar (= blogar) amanhã!
Quase sete anos de cachimbar deve ter deixado a boca torta. Há novas aprendizagens. Apreendo-as.
Na última quinta-feira comentava aqui minha viagem naquele dia a Santa Maria. Vi a fachada macabra da Boate Kiss, marco de uma tragédia dolorosa, que ainda neste domingo fez sua 242ª vítima: uma aluna da UNIFRA. Esta, a instituição que me acolheu de maneira atenciosa, para falar, à noite para centenas de professores e estudantes envolvidos com o PIBID.
A propósito de falas, nesta segunda-feira vivi uma experiência saborosa: a convite do professor Guy B. Barcellos fui, mais uma vez, ao Instituto Estadual de Educação Paulo da Gama. Desta vez para conversar sobre Ciências para quatro turmas de 7º e 8º anos do ensino fundamental (a maioria já nascidos no século 21). Algo significativo: as mesmas discussões que faço com pesquisadores e professores trouxe para eles. Valeu ver seus olhinhos encantados querendo saber mais.
Em blogadas espaçadas adensam-se emoções de uma semana. Isto me obriga compartir uma tragédia.
Em dia atrás, ao entrar em sala de aula, disse informalmente a uma aluna: “Não vieste à aula passada!” “Explico-lhe” e convidou-me para sairmos um momento da sala. “Meu marido, na semana passada resistiu a um assalto e foi assassinado!” Fiquei estarrecido. Estava com uma jovem mãe que perdera o marido de 28 anos. Senti-me impotente. Como avaliar a dor daquela quase menina.
Ainda por cima revoltou-me o legalismo. O Centro de Atendimento ao Estudante não quis reconhecer-lhe o abonamento de faltas, mesmo que mostrasse a certidão de nascimento de um filho com o pai, cuja certidão de óbito apresentava. Faltava uma certidão de casamento. O salutar foi que imperou o bom senso da coordenadora do curso. A Rosimeri Cardoso se faz para mim exemplo de mulher forte. Neste registro minha encantada admiração.
Mas, o ocaso desta quinta-feira me encontra, uma vez mais, fazendo um repetido trajeto: Porto Alegre/Frederico Westphalen. Amanhã tenho a minha segunda sexta-feira mensal na URI. Mas antes de ir à rodoviária tenho algo que prevejo aflore emoções. Vou ao Instituto de Química da UFRGS para palestra na Semana Acadêmica: Formas de motivar o aprendizado em Química.
Não é trivial. Revisito, ao anoitecer, a instituição mais in/extensamente presente em minha história. Nela comecei como atendente no Restaurante da Reitoria, fiz graduação, mestrado e doutorado e como professor ocupei todos os postos da carreira docente (de auxiliar de ensino a professor titular; posto conseguido por concurso público de provas e títulos). Fui Vice-diretor e Diretor do Instituto de Química e coordenador da Comissão de Carreira de Química.
A minha graduação em Química foi na Faculdade de Filosofia, há época que estas unidades universitárias eram protótipos de uma Universidade, pois ofereciam cursos de Ciências da natureza, Humanidades, Letras e Artes.
Iniciei como professor na UFRGS na Faculdade de Filosofia em 1967 (aposentei-me 1991) e em 1968 uma reforma universitária (Lei 5540/68) editada pelo governo militar redesenha a Universidade brasileira. A palavra chave é ‘departamento’. Havia talvez dois ou três professores de Química na Faculdade de Filosofia, Migro para um dos três departamentos do então criado Instituto de Química (Departamento de Química Inorgânica) onde foram lotados professores provenientes da Agronomia, Engenharia, Farmácia, Filosofia, Geologia. O Instituto de Química oferecia disciplinas de Química para todos os cursos da Universidade onde havia o conhecimento químico no currículo. Eu era o mais jovem dentre os professores, cabiam-me as disciplinas menos disputadas. Lecionei, durante vários semestres Química Geral para alunos de três cursos (Engenharia Química, Farmácia e Química) que iniciavam a carreira acadêmica. Em geral, três turmas de mais de 50 alunos cada. Era muito bom.
Talvez, ter sido ’escalado’ para dar uma disciplina de História da Química (que ninguém queria dar) tenha decretado minha transmutação profissional. Tenho gratidão à disciplina QUI-114- Evolução da Química. Aprendi muito na sua docência. Primeiro reconhecer que não podia lecionar História da Química sem saber História da Ciência; depois vi que deveria estudar História da Filosofia, das Artes, das Religiões (a mais significativa), das Bruxarias e também a história daqueles que tiveram suas histórias sonegadas ou apagadas. Foi isto que fiz e me facilitou ser professor. Talvez, um professor diferente. Hoje, este professor revisita um pouco de sua gênese.

quinta-feira, 16 de maio de 2013

16.- INDISCIPLINARIDADE; PARA ALÉM DA TRANSDICIPLINARIDADE.


ANO
7
Inaugurando uma nova fase: Agora, SEMANÁRIO.
EDIÇÃO
2477
Esta é a primeira edição deste blogue depois da migração de diário (por 6,8 anos) para semanário. Vestibularmente, agradeço os acarinhamento de meus leitores entendendo a opção anunciada na edição anterior. Houve mensagens que me emocionaram. Obrigado a cada uma e cada um. Não posso negar que a sensação de abstinência é, às vezes, amarga, mas há também, uma sensação de alívio.
Nesta quinta-feira — dia eleito à circulação semanal — viajo à tarde para Santa Maria (são 4 horas de ônibus) para a conferência de encerramento do III Seminário do Pibid da UNIFRA. A proposta para discussão é Indisciplinaridade: um passo além da transdiciplinaridade. Volto na madrugada. Para mim, é significativo ser a primeira vez que retorno a Santa Maria — tão presente em minha infância como filho de ferroviário —, após o macabro 27JAN13.

Acerca de minha fala, em um momento destaco que nosso fazer Educação não se consubstancia numa ilha programada por nossa fantasia. Há múltiplas realidades, a nos alertar sobre a impossibilidade da existência de um mundo ideal.
Todavia, a visão fracionada da realidade não ocorre assim por acaso. As agências de fomento – o nome não poderia ser mais poético – tendem a contratar especialistas cada vez mais especializados, para resolver segmentariamente um problema. A maior parte das análises, diagnósticos e propostas para dar respostas a uma demanda, só tem uma característica comum: entender o problema com seus óculos específicos. Peritos de cada uma das áreas propõem soluções no terreno das outras:
 – o educador considera que é impossível oferecer uma educação de qualidade a meninos cujos pais não têm trabalho e moradia adequada e sofrem de carências alimentares, portanto propõe começar a resolver a questão do emprego, da moradia e da saúde;
– o experto em empregos sustenta que precisa começar atendendo as questões educativas, pois os novos modelos laborais requerem uma formação e capacitação tal que sem educação não pode haver emprego de qualidade; ainda afirma que se requer boas condições sanitárias da população para que se possa trabalhar adequadamente;
– o perito em segurança afirma que precisa começar educação, emprego e erradicação da pobreza, pois está comprovado estatisticamente – e isso é decisivo – que quanto maior o nível educativo, menor é o uso da violência e que quanto maior o nível de equidade social, menor a taxa de violência em geral;
– o experto em saúde afirma que não há sistema de saúde sustentável sem pleno emprego (pois o sistema público não pode atender satisfatoriamente a toda a população) sem educação suficiente (base da prevenção) e sem condições ambientais e educacionais adequadas;
– o perito em habitações afirma que sem emprego e sem educação toda a política de moradias não passa de mero assistencialismo.
– o perito em questões ambientais remete o inicio de suas ações à segurança, à educação, à saúde, ao emprego...
Como nenhum dos problemas centrais da vida é possível ser abordado sem múltiplas conexões com outros problemas vitais, resulta que parece impossível de solucionarmos aquele problema no qual temos expertise. É preciso pensar, deixando de lado as nossas especializações, transgredindo as fronteiras de nossas disciplinas é propormos ações que tragam a marca daquilo que Del Pércio propõe como “a in-disciplina como a metodologia mais adequada para abordar a análise das principais tendências sociais”. (p. 20).
DEL PERCIO, Enrique M. La condición social: Consumo, poder y representación en el capitalismo tardío. Buenos Aires: Altamira, 2006.