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sexta-feira, 17 de agosto de 2012

17.- AGORA: PARINTINS


Ano 7***        PARINTINS ***      Edição 2207
Cheguei há não muito a Parintins em voo procedente de Manaus, que durou um pouco mais de uma hora. Mas, a vida não é monótona: pela primeira vez usei máscara defensiva a gases resultante de combustão. Ao chegarmos ao aeroporto Eduardo Gomes, de Manaus, este estava interditado: houve um incêndio em uma loja. Ao sermos admitidos, havia, ainda, risco de intoxicação. Ao fim terminamos partindo no horário previsto, mas sem possibilidade de consumo de qualquer alimento pois as lojas permaneciam fechadas.
Minha quinta-feira manauara foi plena e transcorreu como a agenda desenhada aqui ontem. Vale evoca-la.
Adito ao prognosticado ontem, os muitos acarinhamentos recebidos. Estes podem ser traduzidos na acolhida no aeroporto na madrugada oferecida pelo professor Augusto Fachín Terán, coordenador Programa de Pós-Graduação em Educação e Ensino de Ciências na Amazônia e pelo seu filho Dani. Os atentos colegas que cuidavam de atentamente me transportar aos eventos. Os autógrafos nos livros — obrigado Aldalúcia, mais uma vez minha competente livreira, que reduziu em muito o volume de livros.
A defesa da Maria das Graças Alves Cascais foi uma concorrida e produtiva sessão a acadêmica.
 No registro imagético, com fotos de Hileia Maciel, uma frase do encerramento da fala da mestranda, que na outra foto aparece comigo.
A palestra da tarde — co-promoção do PPG em Educação e Ensino de Ciências na Amazônia e da Rede Amazônica de Educação em Ciências e Matemática – REAMEC foi sucesso, pelo menos de público.
Minha sexta-feira em Parintins terá três tempos: manhã e tarde duas bancas e noite uma palestra para um público mais amplo: “A Ciência como instrumento de leitura para explicar as transformações da natureza”
Nas duas defesas fazem parte comigo da banca examinadora os professores doutores: Augusto Fachín Terán – Orientador; e Evelyn Lauria Noronha
 Pela manhã o mestrando David Xavier da Silva, aluno do Programa de Pós-Graduação em Educação e Ensino de Ciências na Amazônia, no Auditório do Centro de Estudos Superiores de Parintins faz a defesa de dissertação com o tema: “Educação Científica a partir de atividades de conservação de quelônios amazônicos em comunidades ribeirinhas do baixo Amazonas”. 
Davi se reporta em sua dissertação a projetos de conservação sobre quelônios amazônicos vêm sendo realizados na Amazônia desde a década de 70. Este esforço de conservação tem apresentado resultados positivos no que se refere à proteção das praias de desova dos quelônios e sucesso na eclosão e devolução dos filhotes para o seu ambiente natural; entretanto, não se conhece o impacto do projeto na educação científica dos estudantes participantes. Para tanto o problema de pesquisa foi buscar saber qual é a influência do projeto “Pé-de-Pincha” na educação científica dos estudantes das séries iniciais das escolas municipais de três comunidades no município da Parintins – AM. A pesquisa que envolveu 58 pessoas das quais: 48 alunos, 04 professores, 03 coordenadores de projeto e 03 comunitários evidencio o quanto moradores das Comunidades ribeirinhas de Aninga, Parananema e Macurany envolvem-se na luta e resistência na defesa dos quelônios amazônicos, construindo sua trajetória na busca de uma educação plena como condição de vida, com a ciência e seus benefícios a serviços dos homens e mulheres moradores da floresta.
À tarde o mestrando João Marinho da Rocha, aluno do mesmo Programa, no mesmo local defende a dissertação com o tema: “Programa de manejo de quelônios amazônicos “pé-de-pincha”: Articulando a Alfabetização científica em Comunidades Rurais do Baixo Amazonas”. 
João Marinho mostra em sua dissertação que, historicamente a região amazônica foi marcada por processos de diálogos violentos nas ações que exploraram e usufruíram de seus recursos naturais. Atualmente, no entanto, existem iniciativas que de fato demonstram que as populações locais também olham para o mundo e dizem o que, e o como veem seu mundo, auxiliam no cuidado e usufruto de seus recursos. Uma dessas iniciativas é o programa “pé-de-pincha” que promove o manejo de quelônios amazônicos em parceria com Comunidades, Escolas e a Universidade Federal do Amazonas – UFAM no Baixo Amazonas. Em sua dissertação ele mostra como esse diálogo vem auxiliando processos de Alfabetização Científica nos sujeitos que participam das ações desse programa. Utilizando-se de recursos como observação participante e entrevistas, em séries iniciais de três escolas das comunidades de Nossa Senhora de Nazaré do Lago do Zé-Açú, Nossa Senhora Aparecida do Miriti e São Sebastião do Lago do Máximo que deram o suporte necessário para realizar este estudo por meio de sujeitos como: os agentes de praia, professores e os alunos e do 4º e 5º anos das séries iniciais. As análises de seus relatos apontam para uma enorme sensibilidade sobre o manejo, suas relações com a vida comunitária e, sobretudo com ações educativas a partir de espaços não formais de educação, gerados pela ação comunitária de lidar com os recursos amazônicos. Sinalizam-se com isso, indicativos de Alfabetização Científica em comunidades rurais amazônicas, não apenas a partir de dentro da escola, mas dos inúmeros espaços não formais comunitários e das vivências cotidianas dos homens e mulheres desses ambientes amazônicos.

3 comentários:

  1. Caro Mestre Chassot, ratifico comentário anterior de que sua próxima obra deveria ser chamada de "Pelo Mundo", pois estas sendas adquirem um aspecto mágico e lúdico. Quanto ao trabalho na amazônia acredito que a conscientização da proteção à Gaia só virá pela educação.

    abraços

    Antonio Jorge.

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  2. Limerique

    Em Manaus Chassot abduzido foi
    A Parintins para dizer um oi
    "Caprichoso" por ter ido
    Com retorno "Garantido"
    Afinal aportou na terra do Boi.

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  3. Caro Chassot,
    bonito ver que esse pessoal do norte está bem engajado com a causa ambiental. As abundantes águas não são mais apenas ambiente de exploração, mas de cuidados.

    Forte abraço desde Porto Alegre com 30º C em pleno agosto.

    Garin

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