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sexta-feira, 19 de outubro de 2012

19.- FAZENDO MEMÓRIAS



Ano 7*** WWW.PROFESSORCHASSOT.PRO.BR ***Edição 2270
Usualmente, não somos guardadores de memória. Como contraexemplo, amealho algo do 32º EDEQ, assuntado aqui ontem. Este registro se faz um pouco — sei ser pretensioso — num sentimento de pertença.
O evento, com o mote Saberes docentes, memórias, narrativas e práticas foi instalado na manhã de ontem de maneira solene, com a presença de autoridades acadêmicas. A professora Rochele Loguercio, coordenadora do Encontro, fez, então, uma acolhida que vale degustar:
. Uma das formas mais implacáveis da construção escolar/acadêmica é uma certa solidão docente. Quando ela se instala, quais os discursos, saberes e poderes a constituem de forma sub-reptícia e constante, invisível? Quais as forças que nos afastam e quais as resistências que nos unem? Nossa dia a dia é feito de pequenos grupos e de parcerias imprescindíveis.
E existe o Encontro, os Encontros, ágoras de lutas por valorização de saberes. Ágoras onde o que se disseminam são conhecimentos e sabores produzidos diariamente naas escolas, nas salas de aula da academia, nas gavetas dos governos.
Saberes que nos interpelam e nos constituem como professores, como intelectuais das salas de aula, como atores incontestes da historia da educação. Por mais esquecidos, secundarizados e coadjuvantes que nos tratem, somos protagonistas das histórias educacionais, somos, nós professores, um dos polos nas diferenças de potenciais que constituem a educação nesse país. Temos que assumir nossos poderes e saberes, temos que ser hipercríticos com nossas práticas, temos que narrar nossas histórias.
O 32º EDEQ quer fazer parte de vocês, quer fazer diferença para fazer diferente, quer que novas parcerias se firmem, quer novos conhecimentos se reconheçam, se confrontem e se transformem.
Quer, como diz nosso motivo de saudades, Roque Moraes, “que adotemos uma concepção de realidade em construção e nos consideremos sempre permanentemente incompletos, inacabados e permanentemente incompletos, inacabados e em constante construção”.
Seremos 676 participantes, sendo 447 falantes, 23 vozes em práticas docentes, 15 painelistas, 174 apresentadores orais, 189 expositores de pôsteres, 21 ministrantes de minicursos, 22 pesquisadores em mesas redondas, 3 conferencistas, 229 ouvintes com direito a microfone e espaço de fala.
Penso que estes números deixariam Roque Moraes feliz, pois são inúmeras vozes, todas respeitando sua máxima: “aprende quem fala, ensina quem ouve”.
Sejam muitos bem vindos, e como nos diz Foucault: “O que é preciso é não permanecer na eternidade preguiçosa dos ídolos, mas mudar, desaparecer para cooperar para a transformação, agir sem nome e não ser puro nome ocioso”.
Outro momento destacado da manhã foi a conferência: Saber e Conhecimento na Sociedade da Informação na qual o Prof. Dr. Alfredo Veiga-Neto fez um alerta metodológico a ‘Informação’ / ‘conhecimento’ / ’sabedoria’ criticando ‘uma certa permissividade linguística’ que demonstrou em quatro dimensões: 1) etimologia; 2) arqueologia; 3) experimento; 4) história da pedagogia.
À tarde se realizaram grande parte das atividades que a Rochele trouxe, quando com número permitiu inferir a densidade da programação.
Na noite de ontem houve uma gostosa confraternização. Meu momento maior no EDEQ será na manhã de hoje quando tenho um minicurso onde tentarei mostrar como a História e a Filosofia podem catalisar ações indisciplinares. Minha sexta-feira se encerra à noite, depois das atividades no EDEQ, com a participação em seminário no Mestrado Profissional de Reabilitação e 

Um comentário:

  1. Lembro-me de uma época em que determinada personalidade da "telinha mágica" elaborava um caderno infantil, parte de um conceituado jornal. E neste caderno usava uma linguagem onde propositalmente a letra "x" era inserida em lugar de outras criando uma fala similar ao seu nome artístico. Aquilo me incomodava de tal maneira, pois era evidente o mal incutido no aprendizado da petisada. Graças ao bom senso algum tempo depois essa prática foi minorada e acredito que hoje até abolida.
    Quando vejo estes conclaves com o intuito de aprimorar nosso ensino, fico feliz e aliviado, afinal ainda temos bastante gente preocupada com a questão.

    "saudaxões"


    Antonio Jorge

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