TRADUÇAO / TRANSLATE / TRADUCCIÓN

domingo, 14 de junho de 2015

14.- ESTIVE PARQUE MUNICIPAL DO ITIQUIRA


ANO
 9
EDIÇÃO
 3049

Esta blogada dominical não é, apenas, para manter a média de duas postagens semanais, que venho buscando desde que no final do ano passado anunciei que este blogue deixaria de ser diário. Este domingo é muito especial, pois ele entremeia duas longas viagens. Encerrei ontem (já era domingo quando cheguei em casa) meu périplo goiano. Amanhã, depois de minhas aulas na graduação e Universidade do Adulto Maior (nas aulas da noite de terça, serei substituído pelo meu colega Norberto Garin), vou à Manaus, para trabalhos com doutorandos da Rede Amazônica de Educação em Ciências e Matemática.
O meu quarto e último dia da jornada goiana se constituiu em saborosa sobremesa aditada aos três outros que usufrui no Centro Oeste. Ter estado no Parque Municipal do Itiquira foi um raro privilégio. Digo algo desta maravilha da natureza e adito, após, uma breve síntese dos três primeiros dias.
A visita ao Parque Municipal do Itiquira se constituiu numa atividade de campo da disciplina de mineralogia do curso de Química da UEG. Éramos um grupo de cerca de 30 pessoas (todos docentes e discentes da Licenciatura em Química) muito bem orientado pelo Noel José dos Santos, muito competente ambientalista da Prefeitura com serviço no parque.
O destaque que sobressaiu entre muitos detalhes da visitação é a imponência da queda d’água principal com 168m de altura, considerada a maior, detre aquelas acessíveis do País. Nada é tão bem posto para descrever a cachoeira, quanto a tradução de idioma indígena: Itiquira = o rio que corre em pé. Há mais de uma dezena de outras cachoeiras menores.
As andorinhas fizeram bailados álacres emoldurando o parque ensolarado. Os pingos resultantes da chegada das águas às rochas produziam lindos arco-íris.  Um almoço de confraternização encerrou a programação meteorológica. 
Mais do que relatos acerca de meu deslumbramento com o fenômeno da natureza, vale apresentar para meus leitores algumas fotografias. Em uma delas fui captado pelo professor Eleandro Adir Philippsen quando eu fazia um self com cachoeira.
Há fotos de participantes da visita e também algumas da página da prefeitura. Na citação do nome do Coordenador do Curso de Química expresso a minha gratidão a professoras e professores, alunas, alunos e funcionários da UEG, campus de Formosa pela maneira querida como me acolheram e estiveram sempre atentos para que fruísse o maior conforto.
Agora a sinopse do périplo goiano prometido:
Na quarta, a viagem aérea Porto Alegre / Belo Horizonte / Goiânia por problemas de conexões durou mais de seis horas. A esta se seguiu uma viagem rodoviária: Goiânia / Pires do Rio / Urutaí. Só cheguei ao Ciclo de Debates e Palestras em Química (CIDEQUI), no IF-Goiano à noite, a tempo de assistir apresentação de trabalhos e uma mesa redonda.
Na quinta, pela manhã o minicurso Saberes primevos fazendo-se saberes escolares, que foi muito concorrido. Por quatro horas tive um grupo muito participante. À noite fiz a palestra de encerramento do CIDEQUI: Assestando óculos para ver mundo, que mereceu, talvez, a maior ovação e aplausos, como talvez nunca recebi antes. Autografei dezenas de meus livros. O número de fotos que tirei pode receber a adjetivação de inumerável.
Ainda, um registro ligado ao IF-Goiano: Na blogada anterior mencionara as oportunidades geográficas que a jornada goiana me ensejava. Não sabia que meus colegas convidados ao evento de Urutaí e eu ficaríamos na cidade de Pires do Rio. Esta cidade que aditei aos meus conhecimentos corográficos foi fundada em 1922, as margens da ferrovia que liga a região ao porto de Santos. O topônimo me era desconhecido. A Wikipédia socorreu-me: nome foi dado em homenagem ao Ministro de Viação e Obras Públicas do Governo Epitácio Pessoa, Dr. José Pires do Rio. O ministro visitou o local do município em Agosto de 1921 para inspecionar as obras. Pires do Rio, localizada a 140 km da capital, Goiânia, possui o único museu ferroviário do estado e o 5º do gênero no país. A cidade possui uma ponte de ferro histórica, sobre o Rio Corumbá, a ponte Epitácio Pessoa, importada da Europa possuindo características arquitetônicas da época. Tempos depois foi substituída por uma ponte de concreto, mas, continua no local original.
Na manhã de sexta, cumpri uma viagem rodoviária em duas etapas: Pires do Rio / Luziânia / Formosa. A estada por uma hora no Goiás, campus de Luziânia foi proveitosa. Tive minha atenção despertada pela presença de monumentos com símbolo da maçonaria nos trevos de acesso a várias cidades. Agora surpresa geográfica ocorreu ao percorrer cerca de 100 km no território do Distrito Federal encontrando no percurso um verdadeiro deserto humano. Não havia esta paisagem, nas imediações de Brasília, em meu imaginário. Impressionou-me.
À tarde no ‘coliseu’ da Universidade Estadual de Goiás, campus Formosa falei para mais de uma centena de professoras e professores das redes estadual e municipal, na inauguração da atividade “Rodas de Saberes”. Trouxe sugestão de prática de pesquisa indisciplinar a partir da proposta: “Saberes primevos fazendo-se saberes escolares
À noite houve a abertura 12ª SEMANA DE QUÍMICA da UEG, na Câmara dos Vereadores de Formosa onde proferi palestra: “Das exigências de estar no mundo da academia hoje”. Recebi acarinhamentos de alunos e professores, com muitas fotos e também com autógrafos. Depois da abertura participei de jantar que privilegiou os sabores da cozinha goiana.
No sábado, ocorreu o já relatado encantamento com Parque Municipal do Itiquira. Após fui à Brasília, desta vez passando pelo eixo monumental, para o sonhado retorno. Na extensa estada no aeroporto Juscelino Kubitschek, redigi e pré-postei esta edição.

3 comentários:

  1. Mestre Chassot! Que linda essa sua jornada, que incluiu duas cidades que admiro, Pires do Rio, pelo belo rio que dá nome à cidade e por seu Colégio Agricola, hoje um Campus do IF Goiano, e Formosa, pelo seu inesquecível Salto do Itiquira. Ambas cidades muito acolhedoras, com a calorosa hospitalidade do povo goiano. Uma pessoa que participou de sua jornada é uma querida amiga minha, a Professora Mayara Melo, do IF Goiano. Grande abraço, mestre!

    ResponderExcluir
  2. Mestre Chassot,
    o senhor não só prega constantemente a importância de sermos curiosos. O senhor demonstra o quanto é curioso. Vejamos nessa blogada: qual a origem do nome de Pires do Rio, a presença maçônica em Goiás, o nome de Itiquera... O senhor é um exemplo de coerência acadêmica,
    A admiração

    ResponderExcluir
  3. O alerta na blogada de hoje é deveras importante. Visualizas-te dois opostos, a beleza do "rio que corre em pé", e a tragédia da área desertificada. Como dizem hoje os jovens #ficaadica.

    ResponderExcluir