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sábado, 20 de dezembro de 2014

20.- UMA CURTIDA CELEBRAÇÃO


ANO
 9
LIVRARIA VIRTUAL em www.professorchassot.pro.br
EDIÇÃO
 2993

Esta é uma blogada muito especial. Tenho, de maneira explícita, evitado fazer registros familiares, especialmente imagéticos. Há, dentre os meus queridos aqueles que invocam violação de segurança e privacidade em alguns de meus relatos. Mesmo que discorde da tal postura, respeito-a. Não raro fi-lo com dificuldade ou até com desagrado.
De maneira consentida, aqui e agora, violo — de leve — essa diretriz. De alguns, imploro compreensão.
Neste sábado e domingo, a Gelsa e eu, acolhemos, fora de Porto Alegre (aqui sou tentado dizer o local lindo e famoso; não faço), nossos quatro filhas e dois filhos, genros e noras. Eles nos deram em um período de mais de quinze anos quatro netas e seis netos. Esta é nossa pequena/grande tribo vinda de distintas geografias (Porto Alegre, Estrela, Cabo Frio e Dijon).
Nesse findi de semana celebraremos esta rara oportunidade que só ocorre uma vez ao ano. Havia por que eu quisesse compartir isso, nesta blogada sabática.

sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

19.- INFIEL... um livro imperdível


ANO
 9
LIVRARIA VIRTUAL em www.professorchassot.pro.br
EDIÇÃO
 2992

Neste fim de ano me deleitei com três livros — em suporte papel, é claro — que me envolveram gostosamente. Pela ordem li Infiel / Zelota /Einstein e a religião. Este último, ainda, não terminei. Os três se interconectam, como quero mostrar em três blogadas distintas, ainda em dezembro. Hoje comento algo mais do primeiro.
Antecipo, que mesmo tendo sido leituras de hora de recreio (¿por que temos que dicotomizar tempo de trabalho e tempo de lazer?) foram de muito proveito para meus estudos. A resposta à pergunta no parêntesis mereceria uma blogada especial acerca da tutela que nos fazem os deuses Cronos e Kairós.
Já em 16NOV2014, trouxe aqui um comentário prévio de Infiel – a história de uma mulher que desafiou o islã, quando, ainda, não havia concluído a leitura.
HIRSI ALI, Ayaan 1969 --. Infiel – a história de uma mulher que desafiou o islã. Título original: Infidel. Tradução de Luis A. de Araujo. São Paulo: Companhia das Letras, 2007. 496 p. ISBN 978-85-359-1109-1.
Ao lado da ratificação do que foi registrado então, adito que a autobiografia de Ayaan Hirsi Ali, uma negra somali, da idade de meus filhos, que viveu sua infância e juventude marcada por uma fiel e dolorosa observância do islamismo, é o mais inclemente repto ao profeta Maomé e ao Alcorão que li em toda minha história. Assim, Ayaan mostra o quanto normas que estão no livro sagrado, escritas há mais de 14 séculos não pode servir de norma hoje. Por outro lado ela diz ser Maomé um pedófilo.
Esta referência está nos bastidores do livro resenhado aqui* em 05JAN2013, que recebeu comentários do seu autor paquistanês, quando Aisha narra: “Eu tinha 6 anos quando me casei com o Mensageiro, embora nossa união só tenha sido consumada quando se iniciaram minhas regras aos 9 anos de idade. Ao longo dos anos, tomei consciência de meu casamento [...]. Mais do que a maioria de mulheres de minha época, fui alvo das adagas ocultas do ciúmes e do rumor. Talvez isso já fosse esperado. Um preço que devo pagar por ser a esposa preferida do homem do homem mais reverenciado e odiado que o mundo jamais conheceu” (p. 12).
*PASHA, Kamram. A Mãe dos fiéis: um romance sobre o nascimento do Islã. [Original inglês:Mother of the Believers. Tradução: Mariluce Pessoa] Rio de Janeiro: Record. 2012. 532p, 230x160x28 mm. ISBN 978-85-01-08995-3
É preciso acrescentar que também não conheço nenhum relato de sofrimentos físicos e humilhações a que uma pessoa tenha estado submetida. Trago um exemplo entre dezenas: a ablação do clitóris, quando era uma menina de cinco anos, sem anestesia e posterior submetida à costura da vagina, também sem anestesia, deixando apenas um pequeno orifício para excretar a urina. Depois, quando do casamento, a defloração tem como consequência a imobilização para caminhar por duas semanas, tanta foram as dores e as violências físicas sofridas na noite de núpcias.
Ainda, surras frequentes e brutais da mãe por causa de possíveis violações a normas religiosas (como por exemplo, deixar mostrar partes do corpo que pudessem causar distração/excitação a homens) e um espancamento por um pregador do Alcorão que lhe causou uma fratura do crânio.
Não sem razão que Ayaan mesmo fugindo para Europa e se tornando deputada de parlamento europeu pela Holanda tenha ainda hoje viver em alternados esconderijos. Vale ler. É um livro imperdível.

quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

18.- GALINHAS E CERVEJA: UMA RECEITA PARA O CRESCIMENTO


ANO
 9
LIVRARIA VIRTUAL em www.professorchassot.pro.br
EDIÇÃO
 2991

De maneira muito frequente divago na busca de explicações, para entender como livros invadem nosso sequenciamento de leitura. Há uma fila sempre sujeita a furo. Tenho em lugar estratégico, com mais de meia dúzia de livros que esperam vez. Está fila não tem o respeito democrático da ordem de chegada. Há sempre há os que ‘se intrometem’.
Sou um privilegiado, pois ganho muitos livros e muitas sugestões: Ainda ontem, um ex-aluno querido escreveu: Oi Chassot, recentemente li um livro que pudesse te interessar, se é que já não leste, li-o em papel, mas vasculhando a internet, o encontrei no endereço abaixo... As pessoas sabem fazer agrados. E o livro chega e seduz. Termina postergando outros.
Já há um tempo, dois amigos londrinos enviaram: “Galinhas e Cerveja: Uma receita para o crescimento”. Há cerca de quatro anos, recebera deles Há mais bicicletas, mas há Desenvolvimento?”. Títulos que convidam a leitura;
Teresa Smart e Joseph Hanlon são dois pesquisadores que tem expertise em Moçambique. Uma e outro, de maneira continuada, já desenvolvem trabalhos na África há mais de um quarto de século. Teresa e Joe já me acolheram, em mais de uma oportunidade em sua casa, localizada de maneira privilegiada próxima ao British Museum; já tive também a honra de tê-los em minha morada. Os dois livros aqui referidos são sobre este país, hoje uma sociedade estrutura com a marca capitalista, que antes de ter vivido uma era socialista com Samora Machel, foi uma vez foi colônia portuguesa.
Galinhas e cerveja mostra que Moçambique importa alimentos e ao mesmo tempo aqueles que os produzem continuam pobres porque a produção agrícola é muito baixa. A maioria das pessoas continua a cultivar a terra como faziam os seus avós, com enxadas de cabo curto. Há, na descrição de Joe e Teresa, todavia algo novo: desde o fim da guerra, há duas décadas, surgiram agricultores mais dinâmicos, que, segundo estimativas, são cerca de 68 mil pequenos e médios agricultores comerciais.
Se, há não muito tempo, os agricultores tinham apenas um hectare de terra e usavam a enxada como ferramenta agrícola. Hoje, cultivam entre três e vinte hectares e produzem principalmente para comercializar. Porém os dois pesquisadores acentuam que o apoio para estes agricultores emergentes vem quase inteiramente de fora de Moçambique. As companhias estrangeiras, que produzem sob contrato, promovem o plantio de tabaco e de algodão. As organizações não-governamentais e agências internacionais, em programas de ajuda a comunidades emergente, orientam a produção de soja e de mandioca.
Para os pesquisadores, manter as famílias na sua machamba (termo moçambicano para propriedade agrícola, segundo o Priberam), de um hectare e a desbravar a enxada, é mantê-las permanentemente na pobreza, porque a maioria desses pequenos agricultores não tem dinheiro para comprar sementes e adubos.
O livro destaca que os próprios produtores agrícolas moçambicanos podem tomar a dianteira se tiverem apoio para expandir a sua área cultivada e tornarem-se agricultores profissionais (= viverem da agricultura), pois, assim seriam criados empregos rurais, seria estimulada a economia rural, e no fim, seria reduzida a pobreza rural.
Contudo, estes camponeses teriam de ter ao seu dispor toda a terra e nenhuma seria colocada nas mãos do investimento estrangeiro. É urgente uma escolha política.
E por que Galinhas e cerveja? Este é o titulo do capítulo sete. Neste se relata a produção de galinhas pelo sistema de contrato, com grandes empresas estrangeiras. Pelo relato pareceu-me algo assemelhado entre nós nos chamados “sistemas integrados” para a produção de fumo, frangos, suínos. Isto sempre me pareceu um sistema de iludir — e explorar, é claro — os agricultores que emprestam a terra e a mão de obra para se achar grandes produtores. Mas não tenho maiores dados da situação moçambicana. Já vi no Rio Grande do Sul, agricultores ditos ‘integrados ou cooperados’ explorados. Sobre a cerveja aprende-se que o milho e mandioca são matéria prima para a produção de fermentados.
Quem quiser conhecer mais acerca do assunto, pode encontrar algumas transcrições do livro na rede. Há muito mais além de meu breve comentário.

quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

17.- LOAS A UM IMPORTANTE NOME DA CIÊNCIA BRASILEIRA.


ANO
 9
LIVRARIA VIRTUAL em www.professorchassot.pro.br
EDIÇÃO
 2990

Quando cumprimento alguém pelo aniversário com atraso, brinco que faço isso para expandir por mais dias a comemoração. Hoje, não busco explicações, para prestar tardiamente uma homenagem fúnebre a um professor cuja trajetória acadêmica foi exemplo a muitos educadores e cientistas brasileiros.
O professor Leopoldo de Meis morreu no domingo, dia 7, em casa, de causas naturais. Deixa esposa, a professora Vivian Rumjanek, e quatro filhos. Ele nasceu em uma colônia italiana em Suez, no Egito em 1ª de março de 1938, filho de Ezio de Meis, um violoncelista italiano, e de Maria de Meis. Passou a infância em Nápoles, na Itália, para onde a família se mudou após o início da Segunda Guerra Mundial. Quando tinha nove anos veio com a família morar no Brasil.
 Graduou-se em medicina na Universidade Federal do Rio de Janeiro e nesta instituição fez sua extensa e significativa carreira científica. Desta pode-se registrar a publicação de 205 trabalhos científicos em revistas internacionais e nacionais, além de 13 livros. Foi o responsável pela criação do instituto de Biociências da UFRJ.
“Não sei o que é mais importante: publicar um artigo revolucionário num revista científica como a ‘Nature’ ou a ‘Science’; ou ver um jovem feliz ao entrar na universidade”. Dessa forma o Prof. Leopoldo de Meis comentou o recebimento do Prêmio Faz Diferença, que ocorreu em 2010, na categoria da revista Meganize. Ele foi escolhido por ter criado, em 1985, o Programa Jovens Talentosos, em que meninos e meninas de baixa renda tinham a oportunidade de fazer um curso de prática científica no Instituto de Bioquímica Médica (IBqM) da UFRJ, do qual Meis foi, inclusive, um de seus fundadores e que hoje leva seu nome. A iniciativa foi replicada em universidades de todo o país.
Em nota, quando de seu falecimento, a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) lamentou e prestou homenagem: “à sua trajetória de excelência acadêmica e sua dedicação à extensão universitária como forma de atenuação da miséria social e identificação de novos talentos para a educação, ciência, tecnologia e inovação serão para sempre perpetuadas através de sua obra maior, o IBqM, e de seus seguidores”.
Na recordação de textos sobre ensino de Ciências este blogue homenageia, reconhecido, ao Prof. Dr. Leopoldo de Meis (1938—2014)

terça-feira, 16 de dezembro de 2014

16.- DRONES JÁ ENTREGAM PIZZA EM SÃO PAULO.

ANO
 9
V I T Ó R I A – E S www.professorchassot.pro.br
EDIÇÃO
 2989

Nesta manhã de terça, estou inicialmente envolvido nas avaliações dos memoriais dos três postulantes a professor titular no Centro de Ciências Exatas da UFES. Ao final da manhã faço uma fala no Programa de Pós Graduação em Ensino Ciências e Matemática do Instituto Federal do Espírito Santo.
Sendo esta atividade (entre palestras, mesas-redondas, minicurso...) minha última de 2014, permito-me registrar que é a número 75 do ano, onde falei em 11 Estados e no Distrito Federal. No Rio Grande do Sul fiz palestras em 16 municípios.
À tarde retorno Vitória / Viracopos / Porto Alegre. Por falar em voos, encontrei está notícia em site português. Quase me pus cético:
 Já não há só helicópteros no céu de São Paulo, também há drones que entregam pizzas 
Pode ser apenas uma experiência, mas a empresa que a promove parece querer ir além dos testes registados em vídeo.
O teste teve lugar em outubro e tirou partido de um quadcopetro que consegue circular a cerca de 40 quilômetros por hora. As imagens só agora foram reveladas pela empresa que o promoveu, que admite ter-se inspirado noutros pilotos, realizados noutros pontos do mundo, como o da cadeia Domino's que trabalha na mesma área e que em junho promoveu algo parecido na Rússia.
A Amazon, que tem vindo a testar um serviço de entregas com drones também foi inspiração para o projeto, mas tal como acontece nos Estados Unidos, no Brasil o tema também não está regulado e por isso o lançamento de qualquer serviço comercial de entregas usando drones terá de esperar por essas definições antes de poder avançar.
A Vero Verde, empresa que fez a experiência garante que a viagem do drone não foi comercial, mas serviu apenas fins publicitários, mesmo assim o regulador brasileiro da aviação disse à imprensa que a experiência devia ter sido autorizada e por isso o caso será investigado.
http://tek.sapo.pt/multimedia/ja_nao_ha_so_helicopteros_no_ceu_de_sao_paulo_1424427.html.