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quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

23 — O que é um curso acreditado?

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 11
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Nesta quarta-feira, dia 22, voltei mais uma vez ao Centro Universitário Metodista IPA. Participei da banca que avaliou e aprovou com reconhecimento de qualidade a dissertação Acreditação no Arc Sul como garantia de qualidade nos cursos da área da Saúde trazida à defesa no Programa de Pós-graduação em Biociências Reabilitação pelo graduado em Educação Física Nathan Ono de Carvalho. A muito significativa dissertação teve como orientador o Prof. Dr. Jerri Luiz Ribeiro e como co-orientadora a Profa. Dra. Marlis Polidori. Participou como avaliadora pertencente ao Programa a Profa. Dra. Luciane Carniel Wagner.
Antes de trazer apreciações acerca do trabalho que conferiu, com méritos, ao Nathan o título de Mestre (na foto de casaco com o Jerri, a Marlis e comigo)  permito-me expedir dois comentários pessoais que são laterais à dissertação. A enunciação dos mesmos foi preambular a avaliação do trabalho.
O primeiro: minha referência pública sobre o quanto vir ao IPA se reveste ainda de vivências antagônicas muito díspares: agradável / desagradável. Agradável pelos múltiplos acarinhamentos que de maneira usual me são brindados por parte daqueles que foram meus colegas e também meus alunos. Ontem, os muitos afagos poderiam ser sintetizados na manifestação do Jerri ao constituir a banca: disse que eu estava ali como membro externo, mas era na verdade o membro mais interno, pela minha continuada presença no coração de todos. Desagradável porque mesmo já passado um ano de minha demissão, que continua me parecendo injusta, eu ainda não consegui elaborar o luto que tomei pela perda da sala de aula; fiz esta observação ajudado pela Luciane, que enquanto psiquiatra ratificou o quanto esses lutos não são triviais.
O segundo: refere-se a algo que de uma maneira continuada tenho vivido em bancas de mestrado e doutorado. Recebe-se uma dissertação ou tese, produto de extensos estudos do autor e do orientador e somos autorizados, enquanto membro da banca, a comentar e mais ainda, avaliar o trabalho. O texto de ontem trazia uma temática que me era totalmente desconhecida. A dissertação assentava-se em duas palavras-chaves que eu desconhecia: Acreditação / Arc Sul e isso me levou a mares nunca dantes navegados.
Vi que primeira deveria revisitar o Mercosul, pois eu não tinha claro quais os países membros. Ciceroneado pela Wikipédia revi que “o Mercado Comum do Sul, mais conhecido como Mercosul (em castelhano: Mercado Común del Sur, Mercosur; em guarani: Ñemby Ñemuha), é uma organização intergovernamental fundada a partir do Tratado de Assunção de 1991. Estabelece uma integração, inicialmente, econômica [...] comum entre os países-membros. Situados na América do Sul, são atualmente quatro membros plenos. Em sua formação original, o bloco era composto por Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai; mais tarde, a ele aderiu a Venezuela, que no momento se encontra suspensa”.
Recordei, então, que o Mercosul suspendeu o Paraguai por causa do impeachment do presidente Fernando Lugo em junho de 1992. Os presidentes da Argentina, Brasil e Uruguai disseram que o Paraguai permaneceria fora do bloco até a próxima eleição presidencial em abril de 1993. Ocorreu-me e externei isso ontem, que se houvesse isonomia o Brasil por ora, por estar sob a égide de um governo ilegítimo, também devia estar suspenso. Mas...
O Sistema de Acreditação Regional de Cursos de Graduação — Sistema ARCU-SUL — é resultado de um Acordo entre os Ministros de Educação de Argentina, Brasil, Paraguai, Uruguai, Bolívia e Chile, homologado pelo Conselho do Mercado Comum do MERCOSUL. O sistema executa a avaliação e acreditação de cursos universitários, e é gerenciado pela Rede de Agências Nacionais de Acreditação, no âmbito do Setor Educacional do MERCOSUL.
O Sistema respeita as legislações de cada país e a autonomia das instituições universitárias, e considera em seus processos apenas cursos de graduação que tenham reconhecimento oficial em seu país e com graduados. O Sistema ARCU-SUL oferece garantia pública, entre os países da região, do nível acadêmico e científico dos cursos. O nível acadêmico será estabelecido conforme critérios e perfis tanto ou mais exigentes que os aplicados pelos países em seus âmbitos nacionais análogos.
O Setor Educacional do MERCOSUL (SEM) teve seu início em1991, quando o Conselho do Mercado Comum criou a Reunião de Ministros da Educação dos Países Membros do MERCOSUL (RME) como órgão encarregado da coordenação das políticas educacionais da região. "Um sistema de acreditação de cursos como mecanismo de reconhecimento de títulos de graduação facilitará a mobilidade na região, estimulará os processos de avaliação com o fim de elevar a qualidade educacional e favorecerá a comparabilidade dos processos de formação em termos de qualidade acadêmica."
O trabalho do Nathan foi entrevistar quase duas dezenas de autoridades educacionais ligadas a avaliações institucionais nos pais membros do Mercosul visitando estes países para verificar o quanto a acreditação de cursos da área da saúde tem facilitado a mobilidade de docentes e discentes favorecendo a qualidade acadêmica. 

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

20 — A uma leitora com gratidão

13 — A uma leitora com gratidão

ANO
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A frequência de duas a três edições por semana está há muito superada neste fevereiro. Mas nos últimos dias rareia a escrita. Não foi a overdose de férias. Muito menos este calor beirando aos 40ºC. Posso dizer que estou sucumbindo em fazeres. Há três dias me envolvo na preparação da oitava edição de A Ciência é masculina: É, sim senhora! Devo terminar, amanhã.
Mas esta noite li uma postagem no Facebook faço pública aqui nesta blogada. Alice Ruth Barão escreveu.:
Bom dia Prof. Acabei de ler seu belo livro "Memórias de um Professor".
Estou encantada!
Por conhecer melhor uma vida rica na realização maior que é o ensinar.
Por encontrar tantas similaridades conosco, os quase idosos, que, embora não tenhamos realizado tanto, também vivenciamos muito do que o Sr. o fez. (Principalmente as vicissitudes). 
Estou encantada sobretudo, com sua maneira quase poética de contar seus "casos" e acasos, tornando o livro mais que uma leitura didática, uma experiência lúdica que, ao chegarmos ao final, nos deixa a alma leve e com a sensação de que somos, pelos menos por alguns momentos, reais participantes de sua vida. 
Um grande abraço e muito obrigada pela dedicatória no livro.
A Alice Ruth Barão poderia ser trazida aqui por diferentes credenciais. Dou dois títulos a esta mulher que sei apaixonada pela leitura. Um, é sogra de minha queridíssima amiga e colega Clóvia. Outro, é mãe de um amigo muito cordial: o Fábio Barão. Os dois – Clóvia e Fábio — são renomados professores da Universidade de Passo Fundo.
Escrevi assim, em comentário no Facebook:
Parte inferior do formulárioMuito querida Ruth,
 nesse dia em que o calor quase me vence ou pelo menos posso responsabilizá-lo por mal-estar desta segunda que já sabe a Carnaval, sou brindado por teu belo e generoso comentário acerca de ‘nossas’ memórias. O adjetivo possessivo não um plural majestático. Quando te lia, dei-me conta que as memórias são nossas. Elas são minhas e são tuas (Rute, enquanto, minha coetânea sabes dos tempos que falei); são por exemplo da Clovia (que comigo espalha a mesma centelha de semear alfabetização científica) e são do Fábio (que sabe acolher e promover aquerenciamentos. São de muitas mulheres e muitos homens que nestes anos compartilhara com cada uma e cada um de nós fazendo tessitura para tornar o Planeta mais habitável.
É muito bom tê-la como leitora. Com espraiada gratidão, achassot

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

13 — Sinal dos tempos: prêmio de Arquitetura 2016

ANO
 11
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3268


Uma notícia recente do El País de Madrid: “Ikea redesenha os campos de refugiados. Uma vivenda, formada por 68 peças, que se monta em quatro horas encomendada pelo ACNUR (Alto Comando das Nações Unidas para Refugiados) ganha o prêmio de melhor contribuição da Arquitetura em 2016. Mais da metade dos refugiados (há mais 33 milhões, na verdade sãos os afortunados que conseguiram fugir de guerras, às vezes apenas com um celular ou uma foto...) são crianças.
Primeiro, como a IKEA não está presente (ainda) no Brasil, uma pequena descrição da mesma, ajudado pela Wikipédia: IKEA é uma empresa transnacional privada, de origem sueca, controlada por uma série de corporações sediadas nos Países Baixos, especializada na venda de móveis domésticos de" baixo" custo. Com 238 lojas em 34 países. A empresa distribui seus produtos por uma rede de revendas próprias; a característica principal da IKEA é que seus produtos são criados para que sejam montados pelos próprios clientes. O catálogo IKEA, contendo cerca de doze mil produtos, tem uma tiragem de cerca de 175 milhões de cópias anuais mundialmente e é distribuído gratuitamente através dos correios ou nas lojas. Tiragem maior que a da Bíblia (estimado entre 53 e 100 milhões de cópias anuais).
Eis a notícia da premiação, com excertos colhidos da imprensa:  O abrigo para refugiados Better Shelter projetado pela organização social de mesmo nome em parceria com a agência para refugiados do ACNUR com o apoio da gigante sueca de móveis Ikea ganhou o prêmio Beazley de Design do Ano. Além do grande prêmio, o Better Shelter (Abrigo Melhor, em tradução livre do inglês para o português) também levou o Beazley de Arquitetura, uma das seis categorias da premiação que já está em sua nona edição.
Better Shelter venceu 70 projetos participantes, que disputaram prêmios nas categorias Digital, Fashion, Gráfico, de Produtos e de Transportes, além de Arquitetura. Os critérios de nomeação levaram em conta se os inscritos promoviam a mudança para formas diferentes de se viver, se captavam o espírito do ano (que, neste caso, foi 2016), se permitiam o fácil acesso e se iam além da prática do design.
No campo de refugiados de Kara Tepe, na ilha grega de Lesbos, o abrigo criado pela parceria entre a Ikea, a Better Shelter e a ONU já é usado. Foto: Reprodução/Better Shelter. As estruturas são usadas como casas, clínicas e escritórios em campos de refugiados em países como Iraque, Grécia e Nigéria.
Atualmente, há 16 mil unidades do abrigo Better Shelter espalhadas por países como Iraque, Grécia e Nigéria, usados como casas, clínicas e escritório nos campos de refugiados. Feito de plástico reciclável, cada um pode ser montado em até quatro horas e é capaz de comportar até cinco pessoas. A estrutura é equipada com painéis solares que fornecem luz elétrica e energia para carregar aparelhos.

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017

10 — Um Espirito Santo desassistido

ANO
 11
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3267


Parece difícil retomar as blogadas de rotina: com duas ou três edições semanais, depois da série férias 2017, que teve 24 edições em dias consecutivos. Recomeçar é preciso.
Na primeira semana depois das férias, tive o tom de como será o clima para minhas viagens. Em um mesmo dia, tive três cancelamentos de atividades previstas para este mês de fevereiro. Duas, por instituições não disporem de verbas para participação presencial em bancas. Estas se realizarão com intervenções à distância.
Mas houve uma que prova o quanto este país é sério, para fiscalizar pequenos valores. Viajei em janeiro para bancas na REAMEC, às custas de uma universidade federal. No dia de encerramento das atividades foi feito o relatório com a comprovação de viagem e de missão cumprida. Não sei se o funcionário que recebeu o documento o extraviou ou entrou em férias. Quando neste mês o IFSC quis emitir uma viagem para que eu fossenesta quinta-feira à Jaraguá do Sul, não pode fazê-lo, pois a UFAM não conhecera ainda a prestação de contas. E eu deixei de fazer duas palestras previstas há um tempo. “É incrível, mas verdadeiro!...” como na série das estampas Eucalol (que catalisaram meu aprendizado deHistória e Geografia, em minha infância).
O Brasil e mesmo muitos no exterior acompanham estarrecidos o que está ocorrendo naquele que dentre as 27 unidades federativa é o único estado brasileiro com invocação divina em seu nome. Vejam que os catarinenses foram mais modestos na invocação. Os capixabas, mesmo professando fé na trindade, parecem desassistidos. Não vou falar das tragédias. O que mais impressionou a muitos foram as cenas de indivíduos, que parecem ser de posses, saqueando. O roubo era livre.
Trago do cenário turbulento do Espírito Santo uma foto que vi publicada em Zero Hora de ontem (09/02/2016). Os créditos dão de Wilton Junior, Agência Estadão. Não a encontrei na rede. Fiz foto da foto.
Não sei a que força militar pertencem estes policiais. Mas o que me surpreendeu — e por tal trouxe a foto aqui — é que o smartphone, que não conhecíamos há 10 anos, não está presente apenas nas rotinas de nossos cotidianos, mas já compõe o armamento militar, que parece indispensável.Esses se diz serem os novos tempos. Vivamo-los da melhor maneira possível. Um bom fim de semana a cada uma e cada um.

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

06— Um adeus às férias!!!

ANO
 11
Agora....PARIS, LISBOA e PORTO ALEGRE
FÉRIAS 24/24
EDIÇÃO
 3267

Esta é 24ª e última edição da série férias 2017. Ela é postada em Lisboa, o que significa mais um país de onde este blogue já foi postado. Deixamos Paris às 7h (3h do Brasil); partíramos rumo ao aeroporto de Orly às 5h (2h BSB). Chegamos em Lisboa às 8h (6h BSB, agora a diferença de fuso é de apenas 2h). O voo serviu além de admirar um nascer do sol sobre as nuvens para recuperar um pouco o sono raptado da madrugada parisiense. A temperatura da manhã lisboeta é agradável: 10ºC.
A partida do voo para Porto Alegre está prevista para às 11h (9h BSB) para chegarmos (depois de quase 12 horas) quase 21h. Assim agora, cerca de 7h no Brasil ocorre esta postagem.
Antes de um registro acerca de nosso fazer turístico de ontem, agrada-me a agradecer aqueles que aderiram ao meu convite de fazer-me parceria em mais um desses relatos de minhas férias.
As edições Férias 2017 deste ano tiveram em média 320 leitores a cada dia. Houve dois picos de mais de 700. Meus agradecimentos mais especiais são aqueles que me honraram com seus comentários aqui, nesses dias.
Permito-me personalizar por primeiro, a Elzira, que desde Maravilha SC é por mais tempo fiel leitora deste blogue. Sou grato aos sempre pertinentes comentários relâmpagos do meu colega Vanderlei de Frederico Westphalen. Enriqueço-me com comentários do Guy, que desde Atlanta USA, fez postagem de fôlego.  O Vinicius, meu colega da Universidade Federal de Viçosa e que fez postagem desde Sidney na Austrália, e que agora começa o cruzeiro que fizemos. Por último, e por tal talvez o mais significativo regozijo por um novo comentarista aqui: o poeta Élcio Mário, de Sorocaba SP. Todos sabemos que neste fabuloso binômio: escrita<>leitura. Sabermo-nos lido é significativo. Por tal a minha gratidão carinhosa aqueles que trouxeram seus comentários aqui. Vocês foram especiais para meus narrares cotidianos.
Evidentemente, merecem meus agradecimentos especiais esta legião de centenas de leitores anônimos. Eles foram/são impulso para, mesmo cansado, propor-me a fazer uma partição de meus fazeres de cada dia.
Como anunciara ontem, o fazer turístico no domingo parisiense foram cinco horas passadas em La Cité des Sciences et de l'industrie, no Parque de la Villete descrito ontem. Das 11h às 16h vimos muitas mostras nesse recinto que desde a primeira vez que vim à Paris, em 1989 me encanta. Primeiro vimos uma excelente exposição: O que há de novo na Idade Média? Há tão preciosas informações que gostaria de ter o privilégio de durante um mês percorrer uma hora por dia esta exposição.
Outro momento privilegiado foi durante uma hora ver as proezas de um neto de 4,5 anos viver experiência lúdicas na Cité de les enfants em mais de uma dezena de espaços com atividades para crianças de 2 a 7 anos. Há algo similar para crianças de 7 a 12 anos.Vimos situações inenarráveis. Mais uma vez ratifica-se um consenso: crianças dos países centrais têm oportunidades de desenvolvimento que aquelas de países periféricos não têm.
Além destas duas atividades acompanhamos muitas outras atrações magnificas. Já sonhamos voltar mais uma vez a La Villete. Um detalhe lateral: a nossa ida e volta teve influencias de um mega engarrafamento gerado pelas comemorações do ano novo chinês na região de Las Olimpiades.
Mais uma vez obrigado a todos. Amanhã volto ao mundo real, feliz pelos conhecimentos amealhados.