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sexta-feira, 19 de maio de 2017

19.— Um blogar em trilogia

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Faço desta blogada — que circula quando inicia a sexta-feira — uma trilogia, trazendo três momentos. Estes podem ser pensados excertos do meu diário destes últimos dias. O primeiro traz ressaibos da semana mato-grossense. O segundo fala de uma data que urdida de ilusões, cedo se esvaiu. O terceiro faz um anúncio de uma centralidade deste 19 de maio.
O primeiro: Há uma semana, com uma palestra, promovida por duas instituições acadêmicas do Mato Grosso – UFMT e IFMT – no Campus de Cuiabá do IFMT encerrava uma semana muito frutuosa, que está referida na edição anterior. As palavras de abertura da fala, em um auditório lotado, foi nos mesmos termos, daquela que na noite anterior fizera em Rondonópolis. Esta é documentada em https://www.youtube.com/watch?v=CvLgOahqTk0&feature=em-upload_owner
Ao final recebi ovações da assistência em pé. Fui presenteado com uma viola de cocho, que é uma linda peça produzida em caprichoso artesanato.
O segundo: a data 17/05/2017 parecia fadada a passar para história pátria com a estrondosa derrocada do governo corrupto e ilegítimo de Michel Temer. Pode não ter acontecido (ainda) o que se anunciara. Mas vivemos uma noite onde conhecemos a fertilidade dos humoristas políticos. As charges e assemelhados que recebemos daria uma exposição na qual espraiaríamos muito riso. Surgiu até ‘coleta’ de fundos para pagar uma babá para o Michelzinho, já que o salário de presidiário é menos de 2 salários mínimos. Vamos ver o que nos reserva esta sexta-feira. A foto é do Fora Temer desta quinta-feira na Esquina Democrática em Porto Alegre.
 O terceiro anuncia que nessa manhã viajo para Santa Maria, para à tarde na UFSM no Centro de Ciências Naturais e Exatas, no Programa de Pós-Graduação em Geografia e Geociências o doutorando Antônio Valmor de Campos traz a qualificação sua proposta de tese: TERRITÓRIO DO MILHO CRIOULO: A PROPRIEDADE INTELECTUAL COLETIVA E O MELHORAMENTO GENÉTICO COMO ESTRATÉGIA DE REPRODUÇÃO SOCIAL na Área de conhecimento: Produção do Espaço e Dinâmicas Territoriais. A Professora Orientadora é Dra. Cármen Rejane Flores Wizniewsky. Eu estou na banca enquanto Co-orientador. Meus leitores e/ou ouvintes conhecem o Antônio, pois eu refiro sua dissertação de mestrado, que orientei em 2005/2006 na qual se tenta evidenciar três dimensões: 1) que os agricultores usam sementes crioulas são pesquisadores; 2) que agregam valores às sementes; 3) logo detêm propriedade intelectual acerca das sementes que melhoram. A terceira dimensão parece sobressair na tese.
Encerro já com votos de um muito saboroso fim de semana a cada uma e cada um... e que as prováveis surpresas da sexta-feira sejam assimiláveis.

sexta-feira, 12 de maio de 2017

13.— Quase encerrando uma semana mato-grossense

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Na noite desta sexta-feira, com uma palestra, sob a égide de duas das mais conceituadas instituições acadêmicas do Mato Grosso – UFMT e IFMT – encerro uma frutuosa estada aqui, que se iniciou na tarde de domingo e se concluí na manhã deste sábado.
Meu fazeres aqui foram um seminário envolvendo História e Filosofia da Ciência, com quatro horas diárias de segunda à sexta, incluindo sugestão e avaliações de atividades extraclasse, para doutorandos da REAMEC e mestrandos do IFMT/UniC. E três palestras: 1) na tarde/noite de segunda no Programa de Pós-Graduação em Ensino de Ciências, da UFMT; 2) aula inaugural das licenciaturas no campus de Rondonópolis do IFMT, na noite de ontem; 3) a fala desta noite: Das disciplinas à indisciplina: um caminho ao avesso.
Ir à /estar em / vir de Rondonópolis é central neste meu blogar. Ontem, às 13h30min deixei o hotel rumo à cidade que homenageia a um mato-grossense muito presente em diferentes topônimos brasileiros [Cândido Mariano da Silva Rondon mais conhecido como Marechal Rondon (1865/1958)]. Fui conduzido com fidalguia e competência pelo Wendel e tive também a companhia do Prof. Carlos, Pró-Reitor de Ensino do IFMT.
Os 220 km que separam Rondonópolis da capital foram vencidos em cinco horas, tal a densidade de veículos. Destes, em um número muito significativo, eram os bi-trens (carretas com nove eixos e com mais de 25 metros de comprimento). Em muitos trechos a rodovia não foi duplicada e a pista simples propicia a formação de longos comboios, à velocidade de pedestres, em situações de mais de uma dezena de bi-trens.
Ainda em trânsito, acolhi a sugestão do motorista para voltar na mesma noite, com argumento de uma muito menor densidade de veículos e que esta densidade se poderia prognosticar ainda maior para a manhã de sexta-feira. Foi desmarcada a reserva de hotel.
A partida de retorno se deu às 22h45min. Com a rodovia quase às moscas e com a competência do Wendel, 2,5 horas depois estava no hotel em Cuiabá. Cansado por extensa maratona em 12 horas, mas muito contente.
Narrei do ir à / vir de Rondonópolis. Resta comentar ‘o estar no IFMT de Rondonópolis’.
Depois de acolhido pela diretora do Campus, professores e funcionários administrativos, às 19h, em um ginásio poliesportivo iniciaram solenidades. O Pró-reitor de Ensino, em nome do Reitor dá por instalada a aula magna e é oficialmente iniciado um novo semestre acadêmico. Quando me foi dada a palavra, comecei dizendo que queria, então, repetir o que tenho dito em diferentes aberturas de minhas falas: com o punho esquerdo cerrado e levantado bradei: Fora Temer! Isso foi muito ovacionado. Agradeci a adesão ao repúdio que manifestavam contra um governo corrupto e ilegítimo.
Referi o quanto encontrar colegas com quem já estivera em outros eventos, com muitos que se dizem meus leitores e mesmo com pessoas que encontrava pela primeira vez me fazia confortada e robustecido nas minhas tentativas de fazer educação.
Falei cerca de duas tendo a atenção de cerca de 200 pessoas. Quando das perguntas, houve aqueles que iniciavam suas falas dizendo o slogan que tem quase unanimidade nacional: Fora Temer!
Encerrada formalmente a solenidade houve muita tietagem com prologada sessão de fotos. Não houve a usual sessão de autógrafos, pois os sessenta livros que trouxe se esgotaram nas atividades em Cuiabá.
Antes de retornar ocorreu algo que me comoveu. Fui procurado por Felipe, que se apresentou dizendo ser aluno de uma turma Educação de Adultos, e recebera de seu professor uma tarefa: levar-me a sala de aula de seu grupo. Lá fui recebido pelo Professor Célio Marcos Pedraça e um grupo de seis mulheres que com o Felipe compõem o grupo de Proeja. Trouxeram-me significativos comentários acerca de minha palestra. Tiramos fotos e nos abraçamos. Lacrimei.


terça-feira, 9 de maio de 2017

09.— Fazeres cuiabanos

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Na última edição referi viagem à Cuiabá. Estou na capital Mato Grosso desde a tarde de domingo. Também sonho com a volta no próximo sábado. Minha viagem prende-se a minhas ações acadêmicas enquanto docente da REAMEC/Rede Amazônica de Educação em Ciências e Matemática [Sim! Mato Grosso é um dos nove estados amazônicos]. De segunda a sexta, pela manhã, ministro um seminário de História e Filosofia da Ciência para doutorandos da REAMEC.
Esta atividade ganhou outra dimensão. Por uma parceria, catalisada pelo doutorando Eduardo Ribeiro Mueller, entre a UFMT (onde está um dos três polos da REAMEC) com o Programa de Pós-Graduação em Ensino de Ciências do IFMT/UNIC. O curso passa ser uma ação conjunta para doutorandos da REAMEC e para mestrandos do PPGEn IFMT/UNIC. O alargamento de participantes parece ter enriquecido em muito a participação, pois um e outro grupo compartilham de uma maneira muito rica suas experiências.
Antes de relatar uma experiência muito original desta manhã, registro que a este seminário se aditam três palestras: A primeira ocorrida ontem, no Programa de Pós Graduação em Ensino de Ciências Naturais onde discuti acerca do “assestar óculos para olhar o mundo” que ensejou uma muito boa discussão na comparação de dois dos seis óculos examinados: Ciência e Religião.
A segunda palestra será na noite de quinta-feira no Campus de Rondonópolis do IFMT onde buscarei responder a pergunta: “O que é Ciência, afinal”. A terceira palestra “Das disciplinas à indisciplina” será na noite de sexta, como atividade de encerramento da semana, no IFMT.
Em meio a esses fazeres, parece importante relatar algo que o seminário, na sua segunda manhã, de maneira inesperada, teve um redesenho. O Prof. Dr. Geison Jader Mello, professor de Física do IFMT e também coordenador do mestrado do PPGEn antes referido, disse-me que, ao invés de deixar uma tarefa para seus 40 alunos do 1º ano do ensino médio do curso técnico em Informática, enquanto se ausentava para assistir o Seminário, os convidou para assistir a parte inicial de minha aula.
Eis que de repente, estava com a população do curso dobrada, com uma plêiade de jovens alunos, nascidos no século 21, com cerca de um mês de aulas no IF, inseridos em um seminário que começara ontem. Depois de acolhê-los, convidei aos mestrandos e doutorandos que contassem aos jovens algo que vivenciaram na sessão de ontem.
A cada aporte trazido como destaques, ampliavam-se as discussões de ontem, com a retomada de pontos significativos, para um grupo que parecia sorver encantado as discussões. Aprofundei e ampliei exemplos e respondi a perguntas dos meninos. Quase uma hora depois o grupo retirou-se. Foi comovente ver o quanto me acenava e me faziam sinais que gostaram da amostra de um seminário de pós-graduação.
Em seguida fizemos uma avaliação desta atividade. Fomos unânimes em ratificar convicções: é mais difícil, mais complexo dar aula na Educação Básica do que na pós-graduação. Quando os jovens saíram, respirei aliviado.
Agora era mais fácil falar acerca da necessidade de aprendermos trabalhar com a incerteza... mas, valeu muito a experiência.

sábado, 6 de maio de 2017

06.— Devaneios sabáticos

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O primeiro sábado de maio encanta-me. Curto a primeira floração dos maracujazeiros que plantei no ano passado em meu híbrido jardim/horta. As flores da Passiflora sanguínea são muito lindas e prenhes de significados. Creio que merecerem uma blogada especial. Por hoje apenas uma foto que colhi.
À guisa de uma sabatina, marcada pela expectativa do retorno, à noite, da Gelsa, que desde segunda está em Ilhéus qualisando livros em atividade proposta pela Capes, trago três breves registros:
1) Ontem à tarde, participei no Centro Universitário Metodista do IPA, no Mestrado Profissional de Reabilitação e Inclusão, da defesa de Cristiana Fontoura Trindade que trouxe à avaliação a dissertação: “Das cavernas às cotas: participação e perspectivas no relacionamento da mulher com o trabalho”. Participaram da banca as professoras doutoras Luciane Carniel Wagner (orientadora) e Marlis Morosini Polidori. Foi muito saboroso reencontrar meu colega José Clovis de Azevedo, co-orientador da Cristiana, com quem compartilhei, por vários semestres, seminários no CUM-IPA. Na minha avaliação, preliminarmente, registrei a satisfação de esta banca não ter se realizado, como o previsto, no dia 28 de abril, em razão da Greve Geral; isso oportunizou a já quase clássica saudação “Fora Temer!” Mencionei, mais uma vez o quanto ainda não elaborei a minha demissão da instituição em 12FEV1026.
2) À noite fui à Academia Treinar, não para as práticas salutares que me envolvem ali, há mais de dez anos, três a quatro vezes por semana. Ontem foi para celebrar os 12 anos da Academia Treinar. Foi uma festa inusual no meu cardápio de festas. Considero-me xucro (ou chucro) nesta modalidade. Trago dois destaques: O primeiro, a acolhida querida das professoras e dos professores da AT, e aqui faço uma referência especial à Marcia Honesko, minha personal training; também alegrei-me pelo encontro de outra Marcia, minha competente pedóloga. O segundo, reencontrar o colega Hélgio Trindade, ex-reitor da UFRGS; só lamentamos não poder conversar mais e melhor porque o som (dito festivo) não permitiu, mas já alinhavamos reencontros.
3) Amanhã, às 14h, viajo a Cuiabá para atividades acadêmicas relacionadas com minha participação na REAMEC/Rede Amazônica de Educação em Ciências e Matemática [Sim! Mato Grosso é um dos nove estados amazônicos]. De segunda a sexta, pela manhã, ministrarei um curso de História e Filosofia da Ciência para doutorandos da REAMEC. A esta atividade se aditam ainda três palestras, para outros três grupos, uma das quais em Rondonópolis. Durante a próxima semana, é provável, a trazida aqui destes fazeres.

terça-feira, 2 de maio de 2017

02.— Pedido de ajuda

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Qual seria a tua reação se, quase a cada dia, uma ou mais vezes por dia, quase todos dias, nas horas mais insólitas, como na hora da sesta dignamente merecida no feriado do dia do trabalhador, tu fosses impactado por uma propaganda gravada por telefone ofertando serviço para (o teu) funeral?
É sobre isso que peço sugestão. Quero livrar-me dessa propaganda (quase) indecente. Já pedi amavelmente, já fiz ameaças iradas, já escrevi no SAC da empresa... e não há jeito de retirarem o número de meu telefone fixo da lista.
Sou avisado que eles garantirão o “tratamento das formalidades para liberação do corpo, bem como obtenção da declaração de óbito e da guia de sepultamento.”
Não tenho interesse em saber que terei à disposição um caixão que chamam de uma  urna que será “modelo sextavada, caixa e tampa em madeira pinus, fundo de madeira de alta resistência, seis alças tipo parreira ou varão, quatro chavetas para fechamento da tampa, três chavetas para fechamento do visor acrílico, e acabamento externo com verniz de alto brilho.” Fico sabendo também que a dita urna terá “ornamentação no interior com flores” acompanhando um “véu bordado e uma coroa de flores.”
Se contratar os serviços terei um atendimento em âmbito nacional com translado do corpo do local do óbito para o velório e daí para o cemitério. Poderá haver cremação em substituição ao sepultamento se o falecido tiver feito tal opção e cumprido todas as formalidades legais necessária.
Está garantido um “profissional para acompanhar a família em todo o procedimento” e mais “todos os serviços mencionados acima serão executados sempre respeitando a religiosidade ou o credo da família.”
Sabem que eu prefiro? Que esta quase macabra publicidade cesse. Não quero usufruir dessas comodidades. Aguardo alguma sugestão...