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ANO
9 |
EDIÇÃO
3048
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É usual, quando comento algo acerca das várias palestras
que ministro, que haja pessoas que imaginam que devo ganhar muito neste fazer.
Quero dizer que isso é verdade. Todavia, preciso esclarecer que meus ganhos são
de dimensão diferente daquela que alguns imaginam.
Em abril celebrei aqui, por exemplo, que ao ter
estado no Acre, completara o meu ser professor nas 27 unidades federativas do
Brasil. Só neste dado quantas ‘aulas’ de Geografia, História, Antropologia,
Sociologia etc. eu ganhei. Quando no final de maio... em um dia fiz quatro
palestras, provavelmente obtive mais do que ensinei. Realmente, sou um
afortunado. Ganho muito... imaginem quanto ganhei em 74 palestras no ano
passado. Financeiramente, há aquelas onde despesas e receitas empatam.
Pois hoje estou iniciando por quatro dias uma
jornada verdadeiramente inédita. Estarei — e quero levar meus leitores um pouco
junto — em quatro localidades goianas nas quais nunca estive, ou melhor, nem
sabia, há alguns meses, que existiam.
Nesta manhã viajo Porto Alegre/ Belo horizonte
/ Goiânia e da capital de Goiás vou ao município de Urutaí localizado na região
sudeste do Estado. A população total da cidade, conforme o Censo 2010 do IBGE é
de 3.058 habitantes.
A cidade está distante 168 km de Goiânia, 252
Km de Brasília e 203 km de Uberlândia. O município conta com estrutura básica
de comércio local e serviços públicos, tais como agência bancária, correios,
escolas e postos de saúde. Na Wikipédia há uma informação um tanto ufanista,
que contraria postura de verbetes daquele que um dos mais democráticos
artefatos culturais: em Urutaí o
diferencial é o Instituto Federal Goiano Câmpus Urutaí. Entre seus cursos
destacam-se: Licenciatura em Matemática, Licenciatura em Química, Tecnologia em
Irrigação e Drenagem, Agronomia, Tecnologia em Gestão Ambiental, Tecnologia em
Alimentos, Engenharia Agrícola, Licenciatura em Ciências Biológicas, Tecnologia
em Análise e Desenvolvimento de Sistemas, Gestão da Tecnologia da Informação e
Medicina Veterinária.
Nestas quarta e quinta feiras, participo no IF-GO
da terceira edição do Ciclo de Debates e Palestras em Química
(CIDEQUI), evento organizado
pela Coordenação, professores e alunos do curso de Licenciatura em Química do
Câmpus Urutaí.
Na sexta vou à Formosa, um município goiano que
está a 75 Km de Brasília, e a 282 Km Goiânia, com cerca de 110 000 habitantes
Formosa surgiu em meados do século 18, quando
Goiás pertencia à capitania de São Paulo. Inicialmente o povoado foi batizado
de Arraial dos Couros em homenagem aos viajantes que acampavam no local em
barracas de couro que eles traziam para comercializar. A criação do município
de Formosa deu-se em 1º de agosto de 1843, com o nome de Vila Formosa da
Imperatriz, posteriormente sendo alterado para Formosa.
Em Formosa, também, faço duas palestras na 12ª SEMANA DE QUÍMICA da Universidade Estadual de Goiás, campus de Formosa. Uma à
tarde na UEG “Saberes primevos fazendo-se
saberes escolares” e outra à noite, como abertura do evento, na Câmara dos
Vereadores: “Das exigências de estar no
mundo da academia hoje”
Mas a minha Geografia goiana se enriquecerá com
mais dois pontos. Na manhã de sexta, vou a Vila Esperança em Luziânia, para no
Instituto Federal de Goiás - Luziânia trocar de anfitrião: deixo o IFGO para
passar para a UEG. Outro presente goiano será
no sábado com uma visita ao Parque Municipal do Itiquira localizado no
Município de Formosa, que conta com a maior queda livre acessível do País, com
168m de altura.
O bom mesmo será na noite de sábado, voltar de
Brasília para Porto Alegre. Pena que seja com chegada quase nas franjas do
domingo.








