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quinta-feira, 10 de julho de 2014

10.- O SÉCULO 20 DA BOMBA ATÔMICA

ANO
 8
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EDIÇÃO
 2830

Se nos dias atuais, quase não percebemos como o saneamento básico, as vacinas e os antibióticos modificaram/modificam nossa qualidade de vida, vimos na edição de segunda-feira o quanto a estas produções da Ciência modificaram o perfil de óbitos na Primeira Guerra Mundial. Foi essa mesma Ciência que produziu a arma mais mortífera na Segunda Guerra Mundial — a bomba atômica —. Os devastadores feitos em Hiroshima e em Nagasaki constituíram-se em ícones novos indicadores do poderio bélico de potências.
Por outro lado na Segunda Guerra Mundial foi a toda poderosa bomba atômica que exigiu esforços de renomados cientistas consumindo recursos imensos que acelerou com o término de um dos mais bárbaros genocídios da história do Planeta. Hiroshima e Nagasaki constituíram-se em ícones novos indicadores do poderio bélico de potências, como se pretende mostrar agora.
Sobre este tema, a seguir comentários preparados a partir de excertos do texto “Hiroshima e Nagasaki: o maior crime de guerra contra a humanidade segue impune* de autoria de José Rogério Beier, do mestrado em História Social da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo, bacharel e licenciado em História pela mesma universidade.
Hiroshima e Nagasaki: crime ainda impune. Em agosto de 1945 os Estados Unidos da América entraram para a história mundial por ser Estados Unidos da América entraram para a história mundial por ser a primeira e única nação a despejar o terror atômico sobre enormes populações de civis. Mesmo que a Segunda Guerra Mundial estivesse quase acabada, havia que justificar o gasto de 2,6 bilhões de dólares no Projeto Manhattan (projeto de construção da bomba atômica). Presidente Harry Truman busca oportunidades para demonstrar ao mundo o tamanho do poder bélico dos Estados Unidos: opta-se pelo holocausto nuclear contra as cidades japonesas de Hiroshima e Nagasaki.
O povo estadunidense já estava sendo “envenenado” há muito tempo por sua mídia tendenciosa que os fazia crer que a bomba atômica daria fim a uma guerra e salvaria vidas, já que seus filhos retornariam a seus lares. De acordo com Livro Negro dos EUA, de Peter Scowen: “(…) para os estadunidenses, a detonação das bombas em Hiroshima e Nagasaki foram ações militares realizadas contra uma nação despótica que só podia culpar a si mesmo pelo sofrimento de seu povo. (…) Havia até um fervor religioso no desempenho estadunidense, pelo menos na cabeça de Truman: “… Agradecemos a Deus por [a bomba] ter vindo a nós ao invés de nossos inimigos; e oramos para que Ele nos guie para usa-la a Sua maneira e com Seus propósitos…”
Foi assim que, no fatídico dia 06 de agosto de 1945, movidos além de tudo por um sentimento indissimulável de vingança pelo ataque japonês à base militar de Pearl Harbor, aviões estadunidenses se aproximaram do primeiro alvo a sofrer os horrores das armas nucleares. Hiroshima, a então sétima maior cidade japonesa, com 350 mil habitantes, foi alvejada pelo Enola Gay [nome dado ao bombardeiro B-29 pilotado pelo coronel Paul Tibbets Jr., então com 30 anos, que desde fevereiro de 1945 preparava-se para a missão; o B-29, batizando-o com o nome Enola Gay em homenagem à sua mãe] que lançou a bomba Little Boy ["Menino Pequeno” nome-código dado à primeira das bombas atômicas lançadas no Japão(alusão a personagem de literatura policial criado por Dashiell Hammett)]. Isto até o fim do ano de 1945, decretou a morte de aproximadamente 150 mil japoneses, dos quais apenas 20 mil eram militares.
Não satisfeitos com tamanha atrocidade e, apenas, três dias depois do primeiro ataque, como se fosse possível preparar uma declaração total de rendição incondicional em três dias, os estadunidenses atacaram a segunda cidade-alvo no dia 09 de agosto. Nagasaki e seus 175 mil habitantes foram vítimas da bomba Fat Man ["Homem Gordo", nome-código dado à segunda das bombas atômicas lançadas no Japão, (como Litlle Boy, é alusão a personagem de literatura policial criado por Dashiell Hammett)], lançada pelo B-29 Bockscar — uma segunda e quase duas vezes mais poderosa que a primeira bomba. Esta vitimou aproximadamente 70 mil seres humanos na contabilidade macabra feita em dezembro de 1945.
De acordo com estudos realizados nos escombros das cidades, praticamente todas as pessoas que estavam até 1 km do centro da explosão foram mortas instantaneamente (86%). As bombas explodiram nos centros das cidades e pulverizaram escolas, escritórios, prisões, lares, igrejas e hospitais. No centro do ataque, tudo virou pó, não havia cadáveres. Mais longe do ponto zero havia corpos espalhados por toda parte, inclusive de bebês e crianças.
Ainda hoje, continuam morrendo pessoas vítimas de câncer herdado geneticamente de seus pais e avós, além de ser possível encontrarmos nos dias atuais, milhares de pessoas com deformações físicas, câncer congênito, problemas de esterilidade e outras doenças decorrentes da liberação radioativa sobre essas cidades em 1945. O Japão rendeu-se em 2 de setembro de 1945. Era o final da Guerra.
*http://umhistoriador.wordpress.com (acessado em 07JUL2014)


quarta-feira, 9 de julho de 2014

09.- PLÍNIO DE ARRUDA SAMPAIO *1930 +2014


ANO
 8
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EDIÇÃO
 2829


Ao anoitecer de ontem recebo noticia, mesmo já esperada há alguns dias, que entristece.  Ela não se esmaece em meio a comoção que vivem milhões de brasileiros que são impactados com a (in)explicável derrota da seleção brasileira. Esta em um pouco mais de uma dúzia de minutos sofre quase meia dúzia de gols em partida contra a seleção alemã.
Morreu na tarde desta terça-feira, 8 de julho de 2014, o ex-deputado Plinio de Arruda Sampaio, aos 83 anos. Foi promotor público, deputado federal constituinte e presidiu a Associação Brasileira de Reforma Agrária (Abra). Ao longo da carreira política, exerceu três mandatos como deputado federal.
Prometera, na edição de ontem comentar nesta quarta-feira, o mais cruel genocídio do ‘nosso Século 20’ quando as cidades de Hiroshima e Nagasaki foram destruídas, com a morte de mais 200 mil pessoas, pra que um país pudesse mostrar ao mundo seu poderio bélico.
Postergo a edição prometida e transformo a edição de hoje em uma sentida homenagem a Plínio Arruda Sampaio. Ele sempre representou o exemplo de um político íntegro. Sua militância em busca de um Brasil mais justo, especialmente lutando contra a desigualdade na distribuição da terra no Brasil foi muito significativa. Está sobejamente justificada a alteração de pauta.
Plínio estava internado há mais de um mês no hospital Sírio-Libanês, na capital paulista. O primeiro boletim médico emitido pelo hospital aponta que o político foi internado em 26 de junho na Unidade de Terapia Intensiva para tratar de câncer nos ossos. Nos últimos dias, porém ele se recuperava na Unidade de Terapia Semi-Intensiva. Ele faria 84 anos no dia 26 de julho. O político concorreu à Presidência da República nas eleições de 2010 pelo PSOL, partido do qual se desligou recentemente. Terminou a disputa em quarto lugar e recebeu 886.000 votos. Após a disputa eleitoral, lançou o livro Por que participar da política?, em novembro de 2010.
Formado em Direito pela Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo em 1954, militou na Juventude Universitária Católica, da qual foi presidente, e na Ação Popular, organização de esquerda surgida a partir dos movimentos da Ação Católica Brasileira.
Durante a Ditadura Militar, exilou-se no Chile por seis anos. Ao voltar ao Brasil, em 1976, participou da fundação do Partido dos Trabalhadores (PT). Nos anos 1980, se engajou na campanha das Diretas Já. Em 1986, foi eleito deputado federal e participou da elaboração da Constituição de 1988. Em 1990, disputou o governo de São Paulo pelo PT e foi derrotado, ficando em quarto lugar.
Plínio deixou o PT em 2005 e migrou para o PSOL. Em 2006, candidatou-se novamente ao governo do Estado de São Paulo e ficou, mais uma vez, em quarto lugar. 
Seus problemas de saúde se agravaram em 2001, quando se submeteu a uma cirurgia para tratar um câncer no estômago. Casado há 60 anos, o político deixa seis filhos. (Com ajuda de veja.abril.com.br/noticia/brasil/)

terça-feira, 8 de julho de 2014

08.- O BÁRBARO SÉCULO 20


ANO
 8
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EDIÇÃO
 2828


Na semana que passou em três dias — quinta, sexta e sábado — vimos o nosso Século 20 em duas viradas de século. Foram o seu início, o Alfa, e seu fim: o Ômega.
É preciso recordar que entre este Alfa e Ômega do tão ‘majestoso (ou badalado) Século 20’ houve duas cruentas grandes guerras mundiais. Estas, aparentemente perto de nós, são lembradas, apenas, nas comemorações de datas redondas (por exemplo: em 2014, evocações dos 100 anos do início da Primeira Guerra Mundial e dos 60 anos do dia 6 de junho de 1944, chamado o Dia-D, o dia decisivo, quando os aliados ocidentais desembarcaram nas costas da França, dando início ao fim da Segunda Guerra Mundial. Mas junto com encantamento pelos memoráveis feitos do também chamado ‘século da Tecnologia’ vale ver uma muito breve síntese das duas maiores máculas de nosso século.
Primeira Guerra Mundial (1914-1918) — também conhecida como Grande Guerra ou Guerra das Guerras, título que perdeu depois para a Segunda Guerra Mundial — foi uma guerra global centrada na Europa, que começou em 28 de julho de 1914 e durou até 11 de novembro de 1918. O conflito envolveu as grandes potências de todo o mundo, que se organizaram em duas alianças opostas: os Aliados (com base na Tríplice do Reino Unido, França e Império Russo) e os Impérios Centrais (originalmente Tríplice Aliança entre Império Alemão, Áustria-Hungria e Itália). Mais de 70 milhões de militares, incluindo 60 milhões de europeus, foram mobilizados em uma das maiores guerras da história. Mais de 9 milhões de combatentes foram mortos, em grande parte por causa de avanços tecnológicos que determinaram um crescimento enorme na letalidade de armas, mas sem melhorias correspondentes em proteção ou mobilidade.
Segunda Guerra Mundial (1939-1945) foi um conflito militar global que durou de 1º de setembro de 1939 a 8 de maio de 1945. Envolveu a maioria das nações do mundo — incluindo todas as grandes potências — organizadas em duas alianças militares opostas: os Aliados e o Eixo. Foi a guerra mais abrangente da história, com mais de 100 milhões de militares mobilizados. Em estado de "guerra total", os principais envolvidos dedicaram toda sua capacidade econômica, industrial e científica a serviço dos esforços de guerra, deixando de lado a distinção entre recursos civis e militares. Marcado por um número significante de ataques contra civis, incluindo o Holocausto e a única vez em que armas nucleares foram utilizadas em combate, foi o conflito mais letal da história da humanidade, resultando entre 50 a mais de 70 milhões de mortes.
Se em uma e em outra morreram cerca de 70 milhões de humanos, em ambas a Ciência mudou a dolorosa fisionomia das grandes guerras do último século. ‘Paradoxalmente’ este século foi período da história da humanidade, no qual esta mesma Ciência mais contribuiu para expansão e a melhor qualidade de vida.
Na Primeira Guerra Mundial, morreram mais humanos nos campos de batalha do que vitimados em doenças infecciosas, como acontecia em conflitos anteriores, como se pode ver na edição de ontem. Por outro lado na Segunda Guerra Mundial foi a toda poderosa bomba atômica que exigiu esforços de renomados cientistas consumindo recursos imensos que acelerou com o término de um dos mais bárbaros genocídios da história do Planeta. Hiroshima e Nagasaki constituíram-se em ícones novos indicadores do poderio bélico de potências, como se pretende mostrar amanhã.

segunda-feira, 7 de julho de 2014

07.- GUERRA, DOENÇA E EVOLUÇÃO,


ANO
 8
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EDIÇÃO
 2827


Na semana que passou em três dias — quinta, sexta e sábado — olhei o ‘nosso Século 20’. Fi-lo então com os óculos há História e Filosofia da Ciência. Hoje trago algo que fez do Século 20 singular. Ele teve duas cruentas grandes guerras mundiais. Em uma e outra a ciência mudou a dolorosa fisionomia das guerras.
 Na Segunda Guerra Mundial foi a toda poderosa bomba atômica que acelerou com genocídio o fim de genocídios. Hiroshima e Nagasaki constituíram-se em ícones novos indicadores do poderio bélico de potências.
A Primeira Guerra, cujo centenário de início evocamos em junho, merece considerações, usualmente não expedidas. Neste domingo o jornalista e filósofo Hélio Schwartsman publicou na p. A-2 da Folha de S. Paulo o texto Guerra, doença e evolução que merece ser compartido aqui. O autor de ‘Aventura no Afeganistão' entre outros livros, traz uma olhada não muito usual da Guerra Mundial de 1914-18.
Guerra, doença e evolução — Por ocasião dos 100 anos da Primeira Guerra Mundial, pude ler interessantes textos sobre a dimensão militar e política do conflito. Lamentavelmente, não vi destacado seu aspecto sanitário.
A Primeira Guerra Mundial, mais especificamente seu front ocidental, foi o primeiro grande conflito em que os generais lograram fazer com que morressem mais soldados em combate do que por causa de doenças.
A principal arma aqui não foram gases químicos nem metralhadoras, mas brigadas sanitárias, barbeiros e o pessoal de lavanderia, que, jogando na defesa, faziam o possível e o impossível para exterminar os piolhos que se escondiam nos pelos e roupas dos combatentes e são responsáveis pela transmissão do tifo.
Embora poucos se deem conta, o tifo e outras moléstias que têm ectoparasitas como vetor já dizimaram mais soldados do que qualquer artefato bélico. Como mostra Jeffrey Lockwood, não foi o general Inverno o principal responsável pela derrota de Napoleão na Rússia, mas insetos. Estima-se que, para cada homem do grande estrategista corso morto no campo de batalha, quatro tenham sucumbido a patógenos transmitidos por guerreiros de seis patas.
Na Guerra Civil americana, a situação não era muito melhor. Dois terços dos 500 mil soldados mortos foram vítimas primárias de doenças.
A grande verdade é que nós, que nascemos depois do saneamento básico, das vacinas e dos antibióticos, perdemos um pouco a dimensão do verdadeiro flagelo que é a doença. Mas ela está tão entranhada em nossa história que é um das principais forças a moldar a evolução, não só da nossa espécie, mas de toda a vida.
Ectoparasitas são a principal hipótese para explicar por que o homem perdeu seus pelos. Parasitas também constituem a melhor explicação para o grande mistério da biologia, que é saber por que os eucariontes trocaram a segurança da reprodução por clonagem pelas incertezas do sexo. 

domingo, 6 de julho de 2014

06.- AS FEMINISTAS QUE É SÃO CHATAS


ANO
 8
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EDIÇÃO
 2826


Depois de uma semana de textos onde nos envolvemos com História e Filosofia da Ciência, espero que minhas leitoras e meus não me vituperem por trazer um texto ‘mal comportado.  Parece que cabe em domingo, no qual a copa já se faz fastidiosa.
As feministas que é são chatas
* Originalmente publicado no Blog Ficções da Aline Valek, em 05.07.2014. As ilustrações estão na edição original. Sobre Aline Valek 
Alguns acham que fãs de futebol são chatos. Outros insistem que chatos são os evangélicos. Outros discordam, acham que chatos são os gays. É particularmente difícil determinar a chatice que define um grupo de pessoas, mas parece haver um consenso sobre as feministas: elas é que são chatas.
É claro que existe um universo de chatice explorado diariamente, mas a chatice das feministas é de uma proporção tão gigantesca que a chatice de pessoas desagradáveis como as que assoviam para você na rua acabam passando em branco.
Tem gente que diz que mulher não pode sair de roupa curta. Tem que se valorizar. Mas sair sem maquiagem não pode, tem que ser feminina. Outros dizem que tem que alisar o cabelo, porque cabelo crespo ou indomável não pode ser bonito. São pessoas que vão olhar para alguém que não se encaixa no padrão e dizer “ih, você precisa se cuidar”. Mas as feministas é que são chatas.
Tem gente que conseguiu determinar o que é uma “mulher de verdade”, em uma listinha cheia de detalhes complicados, como: não pode ser magra demais, mas também não pode ser gostosona, porque isso é vulgar; não pode gostar de beber, nem querer se divertir; tem que ser pra casar, para cuidar do marido quando ele precisar. Se não se encaixar na listinha com outros quinhentos e oitenta e três itens, só pode ser puta. Essas pessoas também dizem que mulher não pode falar palavrão e nem gostar de sexo como os homens. Mas as feministas é que são chatas.
Chatiado
Tem gente que diz que, se uma mulher não quer transar com um cara que foi legal com ela, ela é uma vaca por deixá-lo na friendzone. Mas tem gente que também diz que se a mulher transa com quem quer, quando quer, ela é uma vadia. Há quem diga que o sexo desvaloriza a mulher, então ela precisa se “guardar”. Essas pessoas devem achar que buceta se desgasta com o uso. Mas as feministas é que são chatas.
Tem gente que diz que homem não serve pra cozinhar. Que é um completo retardado que não é capaz de fazer sozinho a mais simples das tarefas domésticas sem fazer algo errado ou sem chamar a mulher para ajudar, afinal, ela é que foi feita pra isso. Essas pessoas também dizem que homem é uma criatura rasa e descontrolada que vai querer enfiar o peru em qualquer mulher que vê pela frente. Tem gente que diz que homem com sensibilidade não pode, porque é “gay”. E ainda tem gente que diz que é o homem quem tem que pagar a conta. Mas as feministas é que são chatas.
Tem gente que adora quando as mulheres tiram fotos de lingerie e publicam na internet, desde que não sejam gordas, velhas, feias, ou que usem lingerie bege. Tirar a roupa para protestar também não pode. Porque há quem diga que as mulheres até podem lutar por seus direitos, mas não podem “lutar demais”. Essas pessoas é que definem quem pode ficar nua, aonde, por qual motivo e para quem elas devem se mostrar. Mas as feministas é que são chatas.
Querem cagar regra sobre o que a mulher pode ou não fazer com seu próprio corpo. Mas as feministas é que são chatas.
Feministas são chatas porque falam de assuntos que ninguém quer ouvir (porque, quem sabe, se não falassem tanto de estupro, ele magicamente deixaria de existir). Feministas (e estamos falando de homens e mulheres) são as malas sem alça que desconstroem as mensagens da mídia e questionam tudo. Tudo porque acreditam na ideia radical que mulheres são seres humanos.
É, as feministas são chatas. E eu, que escrevi isso, devo ser também.