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ANO
8 |
Porto Alegre / Frederico Westphalen
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EDIÇÃO
2795
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Quando
está edição circular, já terei cumprido um quinto das mais de cinco horas de viagem que tenho numa noite
que se faz relampagueante e tonitruante. Antes de dizer o que me leva a Frederico
Westphalen, um comentário acerca do turno de encerramento do 2º SEMINÁRIO INTERNACIONAL DE EDUCAÇÃO SEDUC/
RS, que iniciara na segunda-feira e concluiu no entardecer de ontem.
Quando
assistia a linda apresentação do grupo de dança da Escola Estadual Plácido de
Castro, de Rosário do Sul agradeci, assim, a um torpedo da Gelsa que me
desejava os sucessos de sempre: “Não consegui fazer o meu melhor, mas fiz o
possível”.
Não
me gostei. Não busco justificativas. Fui informado que meu tempo teria que ser reduzido
(e foi, mesmo com meu protesto) em 25%. Desorganizei-me. Ser o terceiro,
sucedendo a dois palestrantes que foram brilhantes: Joel Westheimer (Canadá),
Paulo Cesar Carrano (Brasil/UFF) não é trivial. Não só fui só o terceiro tarde,
mas o último dos palestrantes dos três dias, a maioria dos quais detêm um muito
maior estofo que eu.
Devo convir que para falar para cerca de 25
mil pessoas, das quais 1,5 mil lotavam o auditório que eu estava, tem marcas na
minha história. Foi ali que colei grau com licenciado em Química, em 1965 e também
foi alvo de muitas fantasias, enquanto aluno do ensino médio, trabalhava no
restaurante da reitoria. Jamais imaginava, então, que ali um dia pudesse ter
voz.
Mas vou melhorar na próxima. É uma promessa.
Devo
registrar que muitos vieram manifestar a sua grande apreciação e não faltou
muita tietagem pedindo fotos. Isto, então, muito me confortou.
A
razão objetiva de minha ida à URI, além de participar de reunião do colegiado
do Programa de Pós Graduação em Educação e de sessões de orientações a duas mestrandas,
é participar das atividades que são informadas no convite ao lado.
A
Camila defendeu em 14 de março sua dissertação de mestrado, que tive o
privilégio de orientar. Ela, sensibilizada pelo muito que aprendeu com os
alunos indígenas que estudam na URI de Frederico Westphalen, agradecida desejou
socializar a um grupo mais amplo de indígenas seus aprendizados. Foram
convidados caciques, professores e membros de várias aldeias da região para
trocarmos saberes.
Somos,
Camila e eu, expectantes pelo que poderá acontecer. Nossa torcida — pensamento
mágico existe — é para não ocorrer chuva.
Esta dificultará deslocamentos. Fizemos uma programação posta em seguida. Ela
diz de nossas ilusões.





