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sábado, 6 de julho de 2013

06.-CRÔNICAS ESPARSAS

ANO
7
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EDIÇÃO
2494
Este blogue inaugurou julho com uma assamblage; na quarta-feira apresentou a sugestão de abandonarmos a Ilha da Fantasia; no ‘4 de julho’ se sugeriu ao Presidente estadunidense que ao invés de visitar o presídio onde esteve Mandela fosse ao calabouço de Guantánamo onde é carcereiro e ontem se justificou porque abominar ‘cafés coloniais’. Neste sábado se ressuscita as dicas de leitura sabatinas.
Houve tempo que este blogue, aos sábados, apresentava dica de leituras. A sugestão veio de um leitor: Marcos Vinicius Pacheco Bastos, um historiador que por um tempo mereceu o título mereceu o título de comentarista diário deste blogue. Durante centenas de sábados amealhou-se aqui centenas de resenhas de livros. Desde laureados com Nobel até autores de edições domésticas.
Com a deixada da periodicidade diária, centradas as edições semanais nas quintas-feiras, sem querer nisso homenagear os belicosos Júpiter e Thor, que nas línguas latinas e anglo-saxônicas protegem este dia, o sábado — e com eles os livros — por ora ficaram esquecidos aqui neste blogue.
Faço hoje uma edição extra para falar de um livro de autor que é muito próximo dos leitores desta página. Há um pouco mais de um mês recebi esta mensagem:
Pois é, acabo de lançar meu terceiro livro "Crônicas esparsas". Como os anteriores, trata-se de uma coletânea de textos curtos versando sobre os mais diversos assuntos. Não tenho intensão comercial com este lançamento, mas coloco-o a disposição dos leitores. Abraços e tenha um bom dia! E com este livro que se tece esta blogada sabatina.
LOPES, Jair Cordeiro. Crônicas Esparsas. Florianópolis: Comunicação, Estudos e Consultorias, 2013. 278 p. 145x210x20mm. ISBN978-85-66525-02-1

 O remetente desta simpática mensagem é Jair Cordeiro Lopes. Talvez alguns leitores não identifiquem o autor mesmo que traga a auto-apresentação que está na abertura do ‘Um blog que pensa’: “Casado com a mesma mulher há mais de trinta anos, dois filhos, evolucionista empedernido, alfabetizado, aeronauta, curioso, leitor compulsivo, beletrista diletante, sintético, cético, ético, estético, poético, eclético, peripatético, meio hermético, pouco fonético, às vezes profético, nunca frenético, gosto da natureza, história e arte”. Mas, se acrescentar que o poeta que mais de um ano encanta cada edição deste blogue com os cáusticos limeriques, todos identificarão o autor de “Crônicas esparsas”.
Jair, o polímata, faz uma passeada em temas muito variados e, para nossa satisfação, com grande competência. “Crônicas esparsas” constitui uma coletânea de textos já publicados em “Um blog que pensa”, mas que nem por isso deixa de ser um repositório multicultural e muito curioso. Ler este livro é passear pelo Universo observando com os olhos do escritor.
Leonel Teixeira Rodrigues, editor do blogue ‘O Asteroide’ que prefacia o livro diz “que temos uma coletânea de crônicas que pode ser lida de forma randômica, sem preocupação com sequência. Há textos para todos os gostos”. Já li e reli vários com deleite. Lamento não ter encontrado nem uma crônica sobre os limeriques onde o Jair tem rara expertise. Talvez o quarto livro em gestação, seja só com estes apreciados poemetos.
Há um tempo, embalo ideia semelhante a do Jair: selecionar algumas edições do meu blogue e fazer delas livro. Até já sonhei com um título: De mentefatos a artefatos. O Jair com competência já fez isso. Mesmo que já tivesse lido muito das crônicas no seu blogue, saboreá-las em suporte papel parece saber senti-las mais sumarentas.
Com votos de um bom sábado a cada uma e cada um. Adito uma recomendação: quem tiver interesse em Crônicas esparsas pode solicitar diretamente para o autor em oveque@hotmail.com O custo é R$ 30,00 mais despesas de envio. 

sexta-feira, 5 de julho de 2013

05.-ABOMINO CAFÉ COLONIAL

ANO
7
Livraria virtual em
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EDIÇÃO
2493

Ontem um leitor trouxe comentário: este blogue — ora em periodicidade semanal — se faz de novo (quase) cotidiano. Expliquei que nestes dias de transformações no país é para mim terapêutico escrever. Claro que ter leitores, é ainda melhor. Assim aqui e agora, um relato trivial de uma manhã julina.
Ontem esteirava na academia. Ouvia notícias individualmente. Via imagens de noticiosos na televisão. Entreouvi (ação verbal charmosa esta) um diálogo de meus vizinhos nas esteiras, quando da apresentação na televisão de cenas de um (dito típico) café colonial: “Adoro um café colonial” “Mesmo que me devolva todas as calorias que gasto aqui numa semana!”
Não me contive. Entrei na conversa da dupla: “Eu abomino” Houve surpresas e inquirições: “Como? Por que?” Respondi: “Há pelo menos duas razões: a primeira: há um falso adjetivo: colonial. Os colonos jamais consumiram exageros do tipo ’50 variedades de tortas; 36 tipos de salgados; 27 diferentes schmiers ou geleias; outras tantas variedades de patês’ e não sei que exagerações mais. Assim, há pelo menos um desserviço à história de nossos ancestrais narrando-os como perdulários. A segunda, e mais importante, parece um crime de lesa-pátria, em um país onde tantos ainda passam fome, se cometer esbanjamentos de comida como ocorre nestes ditos cafés coloniais”.
Percebendo a adesão às minhas prédicas, acrescentei: “Esta segunda razão estendo-a aos rodízios de churrascos (ou espeto corrido). Nestes, além de nos fazer regredir a quase trogloditas carniceiros, esbanjamos alimentos que poderiam matar a fome de vários famélicos!”
Quando recebo forasteiros, se acaso manifestem desejo de conhecer estas incivilidades pantagruélicas — espeto corrido e café colonial —, ou os dissuado ou não os acompanho.
Em uma de minhas palestras — “Como formar jardineiros para cuidar do Planeta” — este assunto se faz presente. Um fragmento da mesma é ilustração desta edição.
Para as sobras de restaurantes, seria necessário que houvesse revisão em determinações que impede os restaurantes de destinar a comida limpa (não necessariamente restos, mas sobras) para entidades beneficentes (creches, asilos...). Outro local de desperdício de comida de qualidade são as salas VIPs de aeroportos, especialmente quando têm terceirizados diferentes. Na troca de turno de um para o outro se coloca no lixo alimentos, sem que mesmo os serviçais possam levá-los.
Estuda-se mudar a legislação. Infelizmente, a doação das sobras dos restaurantes é muito dificultada. No Brasil, a responsabilidade pelo alimento doado é de quem oferece. Se a comida estragar e prejudicar a alguém, o restaurante é o único culpado.
Também, em algo tão singelo, mas tão significativo, precisamos mudanças. Vale tentar.

quinta-feira, 4 de julho de 2013

04.-UMA FARSA OBÂMICA

ANO
7
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EDIÇÃO
2491

Nesta data — 4 de julho — me apraz falar de um país aniversariante. Ele sempre é notícias. 
Por exemplo, ainda ontem, quarta-feira, avião não-tripulado dos EUA, também conhecido como drone (um modelo na ilustração), disparou quatro mísseis contra uma casa no noroeste do Paquistão, matando 16 supostos militantes, disseram oficiais de inteligência do país.
Eis notícia, que no último domingo estava em muitos dos jornais brasileiros, certamente na maioria da imprensa do Planeta, pelo menos na porção satélite estadunidense:
O presidente dos EUA, Barack Obama, visitou ontem a prisão de Robben Island, onde o líder da luta contra o apartheid na África do Sul, Nelson Mandela, ficou 18 dos 27 anos em que permaneceu preso. Acompanhado da mulher e das filhas, Obama seguiu de helicóptero para a ilha e esteve na antiga cela de Mandela, permanecendo em silêncio no local por alguns minutos.
Após o tour, ele escreveu no livro de visitantes. “Nós estamos profundamente honrados por estar num local onde pessoas de tamanha coragem não se intimidaram diante da injustiça e se recusaram a ceder. O mundo é grato aos heróis de Robben Island, que nos lembram que não há algemas ou celas que possam combinar com as forças do espírito humano”. É a segunda vez que Obama visita Robben Island, a primeira ocorreu em 2006, quando era senador.
O líder antiapartheid e ex-presidente sul-africano Nelson Mandela continua hospitalizado em um centro médico de Pretória. Segundo as últimas informações, ele permanece estável, mas em condições críticas. Após ser libertado da prisão de Robben Island, em 1990, Mandela foi eleito presidente da África do Sul.
Ou o relato era asséptico ou laudatório ao visitante. Há cinismo nesta visita. Não sem razão, na manhã da anunciada visita, cerca de mil pessoas marcharam pelas ruas de Pretória em protesto contra a presença de Obama na África do Sul.
Os manifestantes reclamavam sobre tudo: da guerra ao terrorismo no Afeganistão, da prisão de suspeitos na base militar de Guantánamo e do uso de drones contra supostos terroristas em operações dos Estados Unidos.
No mesmo dia que se noticiava a visita descrita acima, os jornais noticiavam que Barack Obama se converteu de candidato que criticava o que via como excessos de George W. Bush em presidente que ampliou o programa de drones do antecessor. Ataques de drones no Iêmen insuflam revolta contra EUA. Aviões não tripulados fazem dezenas de vítimas civis no Iêmen; entrevistados negam terrorismo e descrevem pavor. Casa Branca vê ataques como necessários para combater a Al Qaeda; analistas veem risco de radicalizar população.
Já em 09 de outubro de 2009, desde a Colômbia, quando criticava a outorga do Prêmio Nobel Paz a Obama, recém investido na Presidência — sem nenhuma realização para que seu país deixasse de ser uma nossa muito belicosa — repeti críticas a manipulações que envolvem a escolha dos laureados. Considerei premiação de Obama um insulto a Nobel.
Com forte pressão para o fechamento do Centro de Detenção de Guantánamo, sobretudo da Cruz Vermelha e da Anistia Internacional, o atual presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, assinou em 2009 um decreto para o fim das “atividades” em Guantánamo. Porém, esse fato ainda não se concretizou.
Diversas práticas de tortura ainda são registradas Centro de Detenção estadunidense de Guantánamo registra várias práticas que desrespeitam os direitos humanos, tais como torturas, transporte inadequado de detentos, abuso sexual, espancamentos, intolerância às práticas religiosas, detenção de crianças etc. Um dos principais objetivos das prisões é a obtenção de informações privilegiadas dos detentos, fato conquistado através de torturas.
A maioria dos prisioneiros, de origem afegã, paquistanesa e iraquiana, não passou por uma acusação formal nem por um julgamento. Conforme os relatórios divulgados, alguns prisioneiros são inocentes e ficam detidos durante anos. Pessoas são incriminadas com base em depoimentos falsos, muitas vezes obtidos por meio de torturas em outros presos.
Foi bom que pelo menos Obama tenha respeitado o desejo da família e não se fez fotografar com Mandela. Melhor faria o Presidente se fosse ajudar enterrar os mortos que faz no Iêmen e no Paquistão ou terminasse com os horrores de Guantánamo. 

quarta-feira, 3 de julho de 2013

03.- UMA ILHA DA FANTASIA...QUE JÁ ERA

ANO
7
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EDIÇÃO
2490

Venho de uma avaliação para alunos de Teorias do Desenvolvimento Humano que não atingiram aprovação (uma quase mágica média sete) nos exercícios regulares. Comparece o Rafael. Muito bom aluno. Nos seis trabalhos do semestre, obtivera como media duas notas 8. A terceira nota fora convencionada seria uma auto-avaliação no 19º encontro, no dia 25 de junho.
Rafael não viera, então. Assim só tinha os 16 pontos dos trabalhos semestrais. Veio nesta terça-feira. Fez, em recuperação, o exercício final. Foi aprovado. Perguntei-lhe porque não comparecera no dia 25.
“Era fim do mês, professor! Junho foi um mês muito difícil para minha mãe, que é autônoma. Não havia dinheiro para passagem! Eu moro para lá do Cristal!”
“Por que não avisaste?” “Este mês a internet foi cortada porque não pode ser paga!”
Quando se brada que as manifestações não são por vinte centavos, não é bem assim. Elas também são por 20 centavos.
Hoje Universidades supõem que todos estudantes tenham internet. Parece natural que resultados de avaliações, faltas e até entrega de trabalhos sejam feitos pela rede. Isso é uma ilusão.
Quantas vezes, neste semestre, disse: “Para próxima aula façam uma resenha crítica de tal texto que está na página do aluno em www.ilhadafantasia.edu.if!”
Nestes dias que vivemos este alucinante acordar é salutar que leiamos excelentes análises de conjunturas para entender o que acontece em nosso país. É importante. Não basta.
Mas talvez mais importante que densas análises históricas é fundamental que leiamos realidades que estão, por exemplo, em nossas salas de aula.
Talvez nem precisemos tirar o mofo de alguns anarquistas clássicos — Mikhail Bakunin, Ivan Illich, Pierre-Joseph Proudhon ou Liev Tolstói — que lemos há muito. Eles merecem voltar a estar na moda.
Mas, uma vez mais, o velho Marx é sempre atual ao nos lembrar: “Não é a consciência dos homens que determina o seu ser, mas, ao contrário, é o seu ser social que determina a sua consciência.” Talvez voltemos a conviver no Brasil de verdade. Isto implica em ‘deixarmos a zona de conforto’ para aderir a uma expressão que se faz modismo.

segunda-feira, 1 de julho de 2013

01.-ASSAMBLAGE

ANO
7
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EDIÇÃO
2490

Esta blogada — abertura do segundo semestre de 2013 —tem um titulo poético: assemblage. Aprendi essa palavra em rótulos de vinhos. No Vale dos Vinhedos, na Serra Gaúcha, um enólogo explicou-me que consiste de vinho formado pela reunião controlada de dois ou mais varietais em proporções estudadas. Assim, por exemplo, cabernet sauvignon + merlot poderiam formar uma assemblage (o substantivo é feminino, numa evocação à assembleia), ou tanat + pinot noir, outra.
Observaram como esses varietais (palavra não dicionarizada, usada para indicar tipos de cepas) têm nomes sonoros? Aqui a palavra cepa (que pode ser usada para designar cebola, a partir de seu nome genérico) está sendo usada em duas acepções no ramo das videiras: uma como caule ou tronco da videira, de onde nascem os sarmentos; outra como estirpe, linhagem ou tronco de família; cepo.
O Houaiss me diz que assemblage significa composição artística realizada com retalhos de papel ou tecido, objetos descartados, pedaços de madeira, pedras etc e diz que a etimologia é da palavra francesa homônima assemblage (datada de 1493) 'conjunto constituído de elementos ajustados uns aos outros'. Já que estou brincando com palavras, transcorreram nesta ouverture duas palavras que são dissonantes: sarmento e cepo. Sarmento, pode significar ‘vara que a videira dá a cada ano’. A outra é cepo, que para mim sempre foi ‘pedaço de tronco cortado transversalmente’ e não um não ramo de videira.
Mas por que assuntei assamblage nesta blogada? Inspirado na sonoridade francesa de alguns varietais. Trago quatro assuntos ligeiros (mas não desimportantes) para produzir com quatro varietais uma assamblage para a edição de hoje.
Cabernet sauvignon o primeiro varietal dos mais saborosos não podia ser outro: celebrar o novo Brasil que surgiu tão de repente e tão vigoroso neste junho que despedimos ontem. Mas nesta celebração há indignação. Acompanho Miguel Srougi, pós-graduado em urologia pela Universidade de Harvard e professor titular da Faculdade de Medicina da USP na p.A-3 as Folha de S. Paulo de ontem: Como cidadão, fiquei deslumbrado com o clamor que varre a nação. Como médico, e ligado à saúde, mergulhei em esperanças. Contudo, com a mesma velocidade que esse sentimento aflorou, fui tomado por uma angústia incontida ao observar as manifestações oficiais. [...]Perplexo, gostaria de dizer que essas propostas são tão surrealistas que não podem ter sido idealizadas por autoridades sérias, mas sim por marqueteiros afeitos à empulhação. Piores do que os depredadores soltos pelas ruas, já que destroem vidas humanas. [...] Presidente, termino pedindo desculpas pela minha insolência. Você, que é digna e tem história, não pode tergiversar perante o clamor de tantos filhos da nação. Faça ouvidos moucos ao embuste e combata de forma sincera os malfeitos [...].
Merlot evoca-me Mendoza e me faz saudades. Neste semestre letivo que encerro, faço despedidas de cinco grupos de alunos, que de maneira muito intensa me afagaram e mexeram comigo. Farão saudades. Do Programa de Pós Graduação em Educação da URI de Frederico Westphalen recebi uma linda homenagem com foto com dedicatória das ‘sete mulheres da escrita em questão’. No Unilasalle os mestrando da oficina ‘A arte de escrever Ciência com arte’ me acarinharam a emoções. Na noite de sexta-feira e na manhã de sábado as últimas aulas do Mestrado Profissional de Reabilitação e Inclusão do Centro Universitário Metodista do IPA tiveram marcas especiais. Nas duas turmas de graduação (Música e Educação Física + Pedagogia) de Teorias do Desenvolvimento Humano do IPA amealhei mais de meia centena de manifestações. Destaco a do Jean Marcel Koetz Pitrez Bernardi: “Professor Attico, gostaria de lhe dizer [...] que apesar de cursar licenciatura, sempre pensei em trabalhar e me especializar no ramo mais prático da Educação Física, mas com seu exemplo, pude perceber o quanto o trabalho mais voltado para Educação pode me levar longe!”
Tanat sabe a saborosos vinhos uruguaios que são complementos à lareira neste inverno. Foi na tarde fria do último sábado junino que por convite de meus colegas Claiton Prinzo e José Luis Novaes compareci a Livraria Nova Roma para falar no ‘Café Filosófico’. Discorri por mais de 1,5 hora sobre uma utopia: o dialogo entre religião e ciência. Os cerca de quarenta lugares estavam todos tomados e talvez uma dezena de atentos ouvintes ouviram a fala em pé. Foi gratificante estar com um público muito diversificado acompanhando minha fala.
Pinot noir evoca a Borgonha e é muito apropriado para neste julho evocar o mês de aniversário deste blogue que ocorre dia 30. Os sete anos serão celebrados este ano de maneira diferente, pois, há não muito (13 de maio), fiz uma opção que ainda não está bem assimilada: não é mais diária a frequência deste blogue como foi por 6,8 anos. Optei, por razões que expliquei então por uma edição semanal às quintas-feiras. Tenho quebrado esta norma. Em junho houve quatro quintas-feiras e nove edições. Essas edições extras — como a de hoje e também a de ontem — amenizam a saudades de meus leitores. Assim, aqui e agora um bom julho a cada uma e cada um.